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Cuiabá Avança na Inclusão: Visita ao Centro de Referência para o Autismo

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A cidade de Cuiabá está dando passos significativos para a inclusão e apoio às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesta sexta-feira (4), o prefeito Abilio Brunini, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, a primeira-dama, Samantha Iris e o médico especialista em neurociência e autismo, Thiago Gusmão, visitaram o local onde será inaugurado o Centro de Referência para o Autismo da cidade. A iniciativa, que visa promover melhores condições de atendimento e apoio às famílias, recebeu elogios pela parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Poder Judiciário, algo ainda raro no país.

O local escolhido para sediar o centro é a antiga sede da Universidade Unic Barão, situada na região do Porto de Cuiabá. A localização, de fácil acesso e próxima a vias importantes de transporte público, é considerada estratégica para o atendimento de famílias de toda a cidade. Durante a visita, o prefeito Abilio confirmou que o espaço passará por reformas nos próximos cem dias para garantir a entrega do Centro de Referência para o Autismo. O objetivo é que o local esteja pronto para inauguração dentro de dois meses, um prazo que o prefeito se mostrou otimista.

A união entre o executivo municipal e o Judiciário para viabilizar o centro é um marco importante, especialmente considerando o papel crucial da inclusão social no tratamento do TEA. Durante o evento, Thiago Gusmão, especialista renomado na área de neurociência, expressou sua surpresa com o nível de engajamento do governo local e do Poder Judiciário. “O esforço conjunto entre o prefeito Abílio, a desembargadora Nilza e as diversas secretarias envolvidas é um exemplo único no país. O tratamento de pessoas com autismo e neurodivergências exige um olhar multidisciplinar, e a união entre diferentes esferas do poder é fundamental para uma mudança real e eficaz”, afirmou o médico.

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O Centro de Referência para o Autismo será um local de apoio e capacitação, não apenas para os indivíduos com TEA, mas também para profissionais da saúde, educação e assistência social. O prefeito Abilio destacou a importância da colaboração de diversas secretarias nesse projeto: “Vamos contar com a parceria da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Assistência Social para garantir que o centro ofereça não só um espaço físico adequado, mas também serviços e capacitações para os profissionais e para as famílias que precisam de apoio”, afirmou. Ele também mencionou a possibilidade de incluir no local um restaurante popular para fornecer alimentação acessível a quem frequenta o centro.

A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, reforçou a importância do projeto, dizendo: “O sonho de proporcionar um atendimento especializado às pessoas com autismo em Cuiabá está se tornando realidade. Este centro será um marco para a inclusão social em nossa cidade”.

Já o médico Thiago Gusmão elogiou a iniciativa e se colocou à disposição para contribuir com seu conhecimento. “É inspirador ver a seriedade com que a Prefeitura de Cuiabá e o Tribunal de Justiça estão tratando este tema. Estou à disposição para ajudar no que for possível, seja com capacitações, orientação ou apoio técnico”, afirmou.

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O Centro de Referência para o Autismo representa um avanço significativo para Cuiabá. Além disso, também é um exemplo de como a colaboração entre diferentes setores pode promover uma mudança real na vida de pessoas com neurodivergências, permitindo-lhes acesso a melhores condições de vida e aprendizado.

#PraCegoVer

Na imagem principal está a fachada do prédio da antiga Unic Barão, futura instalação do Centro de Referencia do Autismo em Cuiabá. O prédio passará por reformas para abrigar equipes de várias secretarias municipais voltadas à inclusão, saúde e assistência social. Nas demais imagens da galeria, o prefeito ao lado do médico Thiago Gusmão e a desembargadora Nilza caminham e observam as instalações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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UE descarta adiamento e confirma bloqueio às carnes brasileiras a partir desta quinta-feira

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A União Europeia não deve adiar o bloqueio às importações brasileiras de carnes e outros produtos de origem animal previsto para começar nesta quinta-feira (03.09). A confirmação foi dada nesta segunda-feira (31.08) pelo deputado irlandês Ciaran Mullooly, após reunião com representantes do gabinete do comissário europeu de Saúde e Bem-Estar Animal, Oliver Várhelyi.

Segundo Mullooly, a possibilidade de conceder autorizações individuais para determinadas regiões ou propriedades brasileiras também foi descartada. Com isso, as tentativas realizadas pelo Brasil nas últimas semanas para evitar a interrupção das vendas não conseguiram, até agora, alterar o cronograma europeu.

A restrição alcança carne bovina e de aves, ovos, mel, pescados e tripas, entre outros produtos de origem animal. A União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a atender às novas exigências sobre o uso de antimicrobianos, decisão anunciada em maio com aplicação prevista para 3 de setembro.

As regras europeias proíbem o uso de antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar o rendimento dos animais e também impedem a utilização de medicamentos reservados ao tratamento de determinadas infecções humanas. Para exportar, o país fornecedor precisa oferecer garantias de que essas exigências são cumpridas ao longo da cadeia produtiva.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), avalia que a confirmação do bloqueio representa um problema comercial relevante, mas considera necessário separar as exigências técnicas europeias das críticas feitas por grupos políticos e representantes de produtores daquele continente.

“Uma coisa é a União Europeia estabelecer regras para o acesso ao seu mercado e exigir que o Brasil demonstre documentalmente que consegue cumpri-las. Outra completamente diferente é transformar essa discussão em julgamento sobre a qualidade da carne brasileira. O Brasil é um dos maiores fornecedores de proteína animal do mundo, atende mercados extremamente exigentes e possui sistemas oficiais de controle sanitário. Se existe uma deficiência na comprovação exigida pela Europa, ela precisa ser corrigida tecnicamente, e não transformada em argumento para desqualificar toda a nossa produção”, afirma.

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A reação de Rezende ocorre depois de parlamentares irlandeses ampliarem as críticas ao produto brasileiro. O deputado Martin Kenny, porta-voz do Sinn Féin para agricultura e alimentos, chegou a defender a retirada de carnes brasileiras que já se encontram em circulação na Irlanda e classificou os produtos do País como inferiores aos produzidos localmente.

Para Rezende, declarações desse tipo mostram que a disputa ultrapassa a questão sanitária e ocorre em um ambiente de forte concorrência entre os produtores europeus e o agronegócio brasileiro.

“É impossível ignorar o componente comercial dessa discussão. O produtor europeu está submetido a custos elevados e vê o Brasil ampliar sua presença internacional com uma produção altamente competitiva. Isso não elimina a obrigação brasileira de cumprir as regras do mercado para o qual pretende vender, mas também não podemos aceitar que uma pendência regulatória seja utilizada para construir a imagem de que o alimento brasileiro é inseguro ou inferior. São coisas diferentes e precisam ser tratadas dessa forma”, diz o presidente do IA.

A Comissão Europeia já havia informado que o Brasil poderá retornar à lista de fornecedores autorizados quando conseguir demonstrar o cumprimento das exigências. O problema é que, para algumas cadeias, especialmente a bovina, a adequação pode demandar mais tempo porque envolve informações referentes ao histórico dos animais.

Mullooly afirmou que a Comissão Europeia também descartou uma alternativa que vinha sendo considerada nos bastidores: permitir que regiões, propriedades ou cadeias brasileiras que conseguissem demonstrar individualmente o cumprimento das regras continuassem exportando. Segundo o parlamentar, a autorização dependerá da situação do País perante as exigências europeias.

Rezende considera que esse é justamente o ponto que exige uma resposta rápida do governo e do setor produtivo.

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“Agora não adianta discutir apenas se a decisão europeia é justa ou injusta. O Brasil precisa identificar exatamente quais garantias ainda não foram consideradas suficientes, estabelecer um cronograma para atender cada uma delas e negociar uma solução que permita recuperar o mercado no menor prazo possível. Cada mês de restrição representa espaço que pode ser ocupado por concorrentes e, depois que outro fornecedor conquista esse comprador, recuperar a posição custa muito mais”, afirma Isan.

O mercado europeu não é o maior destino em volume da carne brasileira, mas possui importância estratégica por comprar produtos de maior valor agregado e funcionar como referência sanitária para outros compradores internacionais. Em 2025, as exportações brasileiras de carnes bovina e de aves para o bloco movimentaram cerca de R$ 9,3 bilhões, considerando a conversão dos US$ 1,8 bilhão registrados no período pelo câmbio atual próximo de R$ 5,15.

A pressão política contra o produto brasileiro também ganhou força na Irlanda. Nesta segunda-feira, Kenny pediu ao governo irlandês esclarecimentos sobre o destino das carnes brasileiras importadas antes da entrada em vigor das novas regras e defendeu até mesmo o recolhimento desses produtos. A reivindicação do parlamentar, porém, não significa que a União Europeia tenha determinado um recall.

Pelas informações divulgadas por Mullooly após o contato com a Comissão Europeia, produtos que tenham deixado o Brasil antes da entrada em vigor da nova regra poderão ser tratados de maneira diferente dos novos embarques.

Para o Brasil, portanto, a discussão muda de fase nesta semana. Depois das tentativas de evitar a entrada em vigor da medida, a prioridade passa a ser demonstrar o atendimento às exigências europeias e reduzir o período de afastamento de um dos mercados mais rigorosos e valorizados para as proteínas animais brasileiras.

Fonte: Pensar Agro

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