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Cuiabá amplia rede de atendimento e coloca autismo como prioridade na gestão municipal

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No Dia Mundial do Autismo, celebrado em 2 de abril, a Prefeitura de Cuiabá destaca o avanço das políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes. A gestão inaugurou o Centro Amar, ampliou em cerca de 122% o número de profissionais de apoio, saltando de 900 em 2024 para mais de 2 mil em 2026, mantém quase 100 salas multifuncionais na rede e avança na implantação da Casa do Autista, consolidando uma rede estruturada de atendimento especializado na Capital.

A pauta se tornou prioridade na atual gestão, liderada pelo prefeito Abilio Brunini e pela primeira-dama Samantha Íris, que também são pais de uma criança autista e têm transformado a experiência pessoal em política pública.

Um dos principais marcos é a criação do Centro Amar, primeiro espaço público municipal voltado ao acompanhamento pedagógico especializado de crianças neurodivergentes. A unidade atende estudantes da rede municipal com equipe multiprofissional e estrutura adaptada para avaliações e desenvolvimento educacional.

Durante a inauguração, o prefeito destacou o caráter estratégico da iniciativa. “Esse é um assunto essencial dentro da educação. Muitas crianças precisam de um suporte maior para se desenvolver e acompanhar o aprendizado. O Centro Amar nasce como um espaço de acolhimento e desenvolvimento, e a nossa visão é que cada região da cidade tenha uma unidade como essa”, afirmou.

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A primeira-dama Samantha Íris ressaltou o envolvimento pessoal na construção das políticas. “Esse projeto foi gerado no coração de uma mãe atípica. Cada detalhe foi pensado como se fosse para o meu filho. Aqui tem carinho, tem escuta e a intenção de transformar a vida dessas famílias”, declarou.

Expansão e estrutura integrada

Além do Centro Amar, a Prefeitura avança na implantação da Casa do Autista, um complexo neurossensorial de grande porte que será referência em Mato Grosso e na região Centro-Oeste. O espaço contará com dezenas de ambientes para atendimento multidisciplinar, incluindo terapias, diagnóstico e apoio às famílias.

Na rede municipal de ensino, outro destaque é a ampliação das salas de recursos multifuncionais, que já somam 100 unidades equipadas para o atendimento educacional especializado. Esses espaços auxiliam no desenvolvimento cognitivo, social e pedagógico das crianças, sempre no contraturno escolar.

Valorização profissional e ampliação do atendimento

A gestão também promoveu um salto no número de profissionais de apoio. As cuidadoras de alunos com deficiência, hoje denominadas auxiliares de cuidados especiais, passaram de 900 em 2024 para mais de 2 mil em 2026, representando um aumento de aproximadamente 122%. Além do crescimento no efetivo, houve valorização salarial, com remuneração que mais que dobrou.

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As ações integram uma política pública estruturada que busca garantir equidade, inclusão e qualidade no atendimento. Com planejamento e expansão contínua, Cuiabá se consolida como referência no cuidado com pessoas autistas e neurodivergentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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