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Crescimento nas movimentações portuárias gaúchas no início de 2025

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O complexo portuário do Rio Grande do Sul iniciou o ano de 2025 com um aumento expressivo nas movimentações, registrando 326 embarcações recebidas em janeiro e um crescimento de 7,48% no total de cargas movimentadas. As unidades sob a gestão da Portos RS somaram 3.562.589 toneladas, com destaque para o Porto de Rio Grande, que apresentou um incremento de 9,44% em comparação ao mesmo mês de 2024.

As operações realizadas no cais público de Rio Grande, bem como nos terminais situados no distrito industrial da cidade, totalizaram 3.450.632 toneladas. O principal segmento de carga continuou a ser o de granéis sólidos, representando 57,3% do total movimentado. Em seguida, aparecem as cargas gerais, com 35% de participação, e os granéis líquidos, com 7,7%.

O mês de janeiro também foi marcado por um expressivo crescimento nas movimentações de cargas específicas. As operações com sulfato se destacaram, registrando um aumento de 613,43%, seguidas pelos fosfatos, que apresentaram uma alta de 187,11%. A movimentação de carnes cresceu 39,27%, enquanto as operações com celulose aumentaram em 29,92%.

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O Porto de Rio Grande também se destacou pelo aumento na movimentação de contêineres. Comparado a janeiro de 2024, o crescimento foi de 46,27%, com um total de 84.643 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

As exportações realizadas no primeiro mês do ano tiveram como principais destinos o Vietnã (449.266 toneladas), China (403.103 toneladas), Arábia Saudita (131.329 toneladas), Coreia do Sul (120.336 toneladas) e Estados Unidos (89.356 toneladas). No âmbito das importações, a China foi o principal país de origem (267.743 toneladas), seguida pela Argentina (184.714 toneladas), Peru (57.537 toneladas), Noruega (54.253 toneladas) e Estados Unidos (50.924 toneladas).

Pelotas e Porto Alegre: Movimentações no litoral e na capital

No Porto de Pelotas, as operações totalizaram 89.093 toneladas, com destaque para as toras de madeira, utilizadas na produção de celulose, que somaram 86.302 toneladas. O clínquer, insumo para a fabricação de cimento, movimentou 2.791 toneladas.

Em Porto Alegre, o cais público registrou a movimentação de 28.864 toneladas. Os principais produtos recebidos foram os insumos para a produção de fertilizantes, com 12.819 toneladas, seguidos pelo trigo (10.743 toneladas) e o sal (5.302 toneladas).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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