AGRONEGÓCIO

Crescimento Exponencial na Busca pela Certificação em Bem-Estar Único Reflete Novo Padrão na Produção Agropecuária

Publicado em

Desde seu lançamento no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, desenvolvida pela MSD Saúde Animal, tem visto uma crescente procura por propriedades agropecuárias. De acordo com dados fornecidos pela biofarmacêutica responsável pela certificação, a demanda aumentou impressionantes 220% em menos de dois anos. Atualmente, o selo é detido por 11 propriedades, incluindo granjas, fazendas e frigoríficos, com 15 outras em processo de certificação.

Auditorada pela QIMA/WQS, uma certificadora internacional renomada no Brasil para o setor agrícola, industrial e de alimentos, a certificação atesta que as propriedades atendem a critérios modernos e sustentáveis, alinhados às exigências dos consumidores e aos padrões do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, uma das maiores produtoras independentes de suínos do Brasil, a obtenção do selo reforça o compromisso com boas práticas de bem-estar animal, cuidado ambiental e qualidade de vida dos colaboradores.

Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro, destaca que o processo de certificação, que incluiu ajustes documentais e treinamentos extensivos, foi enriquecedor e esclarecedor. “Os 10 meses de adequações foram fundamentais para um conhecimento aprofundado das normativas e procedimentos. Com processos bem definidos, conseguimos honrar o trabalho das equipes da granja”, afirma.

Leia Também:  Agronegócio impulsiona crescimento no setor de franquias no Brasil

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, observa que a certificação trouxe benefícios notáveis, como a atração de novos clientes potenciais e a valorização da marca. “O selo tem atraído redes de supermercados e frigoríficos que exportam, além de melhorar a percepção dos clientes sobre a qualidade dos nossos produtos. Esperamos também uma valorização do preço com o tempo”, acrescenta.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, ressalta que a certificação motivou a equipe e formalizou práticas anteriormente informais. “Os protocolos agora são seguidos rigorosamente, criando uma cultura de transparência e comprometimento dentro da empresa. Com isso, a saúde dos animais melhorou, o estresse diminuiu e a produtividade aumentou”, comenta.

O selo de Certificação em Bem-Estar Único, parte do programa Criando Conexões Multiespécies da MSD Saúde Animal, é um diferencial que respeita as particularidades de cada sistema de produção, promovendo melhores práticas para os animais. Destinado a propriedades de suínos, bovinos e aves, bem como frigoríficos que desejam aprimorar seus processos produtivos, o selo visa garantir uma vida digna para os animais e promover a sustentabilidade.

Leia Também:  Produção industrial recua 1,4% em julho; crescimento no ano é de 3,2%

Filipe Dalla Costa, coordenador de Bem-Estar Animal para monogástricos da MSD Saúde Animal, destaca a importância do selo para a cadeia produtiva brasileira. “O selo apoia a imagem da cadeia produtiva nacional, facilita o acesso a novos mercados e melhora a comunicação com consumidores. É um processo robusto, transparente e cientificamente fundamentado”, afirma.

A certificação envolve mais de 150 critérios de avaliação, incluindo bem-estar animal segundo os “Cinco Domínios” propostos pelo pesquisador Donald Mellor, além de gestão ambiental e de propriedades. A QIMA/WQS, como certificadora, realiza auditorias detalhadas e auxilia na identificação de melhorias para que as propriedades possam alcançar e manter a certificação.

Roberta Cunha, gerente técnica da QIMA/WQS, expressa entusiasmo pela parceria com a MSD Saúde Animal. “O bem-estar dos animais impacta diretamente nos resultados e nas condições de trabalho dos colaboradores. Os protocolos da MSD são baseados em requisitos nacionais e internacionais, garantindo ao consumidor um produto ético e de qualidade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Justiça determina devolução de maquinário agrícola a produtor rural em recuperação judicial em Goiás

Published

on

A Justiça de Goiás determinou a devolução imediata de um maquinário agrícola apreendido de um produtor rural que integra um grupo familiar em processo de recuperação judicial. A decisão, proferida pela Vara Cível da Comarca de Vianópolis (GO), reconheceu que o equipamento é indispensável para a continuidade das atividades produtivas e para o sucesso do processo de reestruturação financeira da propriedade rural.

O caso envolve um pulverizador agrícola Jacto Uniport Star 2500 LT, apreendido em uma ação de busca e apreensão movida por uma instituição financeira em razão de um contrato com garantia fiduciária superior a R$ 770 mil.

Ao analisar o pedido, a juíza Beatriz Scotelaro de Oliveira concluiu que a manutenção da apreensão poderia comprometer diretamente a atividade agrícola do grupo familiar e contrariar os objetivos da recuperação judicial, que busca preservar a operação econômica enquanto ocorre a reorganização financeira.

Equipamento é considerado fundamental para a produção

Na decisão, a magistrada destacou que o maquinário possui caráter essencial para a atividade rural desenvolvida pelo grupo e que sua retirada poderia causar prejuízos operacionais significativos, especialmente em uma atividade que depende de calendário agrícola rigoroso e da utilização contínua de equipamentos especializados.

O entendimento segue a previsão da Lei nº 11.101/2005, que estabelece proteção aos bens de capital considerados essenciais durante o chamado “stay period”, período em que ficam suspensas determinadas medidas de execução contra empresas e produtores em recuperação judicial.

Leia Também:  Brasil exportou 3,2 milhões de toneladas de carne bovina, gerando R$ R$ 80,12 bilhoes

Segundo a decisão, mesmo quando vinculados a contratos com alienação fiduciária, os bens reconhecidos como indispensáveis à atividade produtiva não podem ser retirados se isso comprometer a continuidade da operação econômica.

Preservação da atividade rural ganha respaldo judicial

A medida é um desdobramento da recuperação judicial já deferida ao grupo familiar, ocasião em que a Justiça reconheceu a necessidade de preservar a estrutura produtiva da propriedade rural e suspendeu medidas constritivas sobre ativos considerados estratégicos para a atividade.

De acordo com especialistas que acompanham o caso, a decisão reforça a aplicação do princípio da preservação da atividade econômica, um dos pilares da legislação recuperacional brasileira.

A avaliação é que a retirada de equipamentos fundamentais para a produção agrícola pode comprometer não apenas uma safra, mas também a capacidade financeira do produtor de cumprir o plano de recuperação e honrar seus compromissos futuros.

Jurisprudência fortalece proteção de bens essenciais

Outro ponto destacado pela magistrada foi que cabe ao juízo responsável pela recuperação judicial definir quais ativos são essenciais para a continuidade da atividade econômica do devedor.

Esse entendimento vem sendo consolidado pelos tribunais brasileiros e tem sido aplicado com frequência em processos envolvendo produtores rurais, especialmente diante da crescente utilização da recuperação judicial como instrumento de reorganização financeira no agronegócio.

Leia Também:  Ministério encerra pesca artesanal de tainha após atingir 90% da cota em apenas 19 dias

A decisão também reforça a importância da análise individualizada de cada caso, considerando o papel estratégico que determinados equipamentos desempenham dentro da operação produtiva.

Instituição financeira deverá devolver equipamento em até 72 horas

Na prática, a Justiça determinou que a instituição financeira providencie a devolução do pulverizador agrícola no prazo máximo de 72 horas.

Além disso, o equipamento deverá ser entregue diretamente na fazenda onde foi apreendido, sendo os custos de transporte e restituição integralmente arcados pela própria instituição credora.

Recuperação judicial cresce no agronegócio brasileiro

O caso reflete uma realidade cada vez mais presente no campo brasileiro. Com o aumento dos desafios financeiros enfrentados por produtores rurais nos últimos anos, a recuperação judicial tem sido utilizada como ferramenta para preservar atividades produtivas, renegociar dívidas e manter empregos e investimentos no setor.

Nesse contexto, decisões que garantem a permanência de máquinas, implementos e equipamentos essenciais nas propriedades rurais são consideradas fundamentais para assegurar a continuidade da produção e contribuir para a recuperação econômica dos empreendimentos agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA