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Crescimento de 11% no VBP Agropecuário do Paraná em 2023 atinge R$ 197,8 bilhões

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná alcançou R$ 197,8 bilhões em 2023, conforme análise preliminar divulgada pela Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) nesta quarta-feira (19). Esse valor representa um crescimento nominal de 3% em relação ao ano anterior e, ajustado pela inflação, um aumento expressivo de 11%.

Diversificação e Desempenho Setorial

O VBP abrange aproximadamente 350 itens distintos, incluindo grãos, proteínas animais, frutas, flores e produtos florestais, refletindo a diversidade e a robustez da economia agropecuária paranaense. O levantamento é realizado ao longo do ano pelo Departamento de Economia Rural (Deral), monitorando preços e condições das lavouras nos municípios.

Destaques e Tendências

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, destacou o crescimento significativo impulsionado pelas culturas de verão, que se destacaram positivamente. Ele ressaltou que o VBP por hectare/ano, em torno de R$ 13,5 mil, posiciona o Paraná como líder em agricultura eficiente no Brasil.

Desafios e Avanços

Apesar das condições climáticas favoráveis para a maioria dos setores agropecuários, houve desafios, como a redução na produtividade das culturas de inverno. A pecuária, responsável por 49% do VBP total em 2023, foi essencial no cenário econômico do estado, com um resultado real 7% superior ao ano anterior devido à deflação.

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Agricultura e Produção de Grãos

A agricultura, responsável por 46,6% do faturamento bruto, totalizou R$ 92,1 bilhões, com destaque para o aumento de 17% no VBP de grãos, atingindo R$ 82,3 bilhões. A soja liderou como principal cultura, alcançando recorde de produção de 22,4 milhões de toneladas em 2023, apesar da queda nos preços médios de comercialização.

Setor de Produtos Florestais

Os produtos florestais enfrentaram desafios com a desvalorização de preços, refletindo em um VBP de R$ 9,2 bilhões, inferior ao ano anterior. A erva-mate, no entanto, apresentou crescimento na produção, destacando-se como um ponto positivo no segmento.

Impactos Econômicos Globais

Os preços dos produtos agropecuários mostraram um arrefecimento no mercado global de commodities em 2023, afetando o desempenho dos produtos exportados pelo Paraná, que ainda assim registraram crescimento significativo.

Com a publicação dos dados preliminares, os gestores municipais têm 30 dias para analisar e, se necessário, contestar os números antes da divulgação final pelo Deral. O resultado final do VBP de 2023 será crucial para avaliar o desempenho e a economia agrícola do estado.

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A análise preliminar do VBP Agropecuário do Paraná indica um ano de crescimento robusto e diversificado, destacando a importância contínua do setor como motor econômico regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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