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Crescimento da Área de Plantio de Soja na Argentina é Projetado para 2024/25

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A consultoria Safras & Mercado projeta que a área destinada ao cultivo de soja na Argentina na safra 2024/25 alcance 18,2 milhões de hectares, o que representaria um aumento de quase 1 milhão de hectares em relação à safra anterior. Esse crescimento se deve, em grande parte, à menor disposição dos produtores em cultivar milho, devido aos problemas causados pela cigarrinha, o que levou muitos a optarem pela soja, e em menor escala, pelo sorgo e girassol. Caso essa estimativa se confirme, será a maior área de plantio desde a safra 2015/2016.

Os rendimentos da safra anterior, 2023/24, foram positivos, e as primeiras projeções para 2024/25 indicam um aumento de 3% nos rendimentos, passando de 2.961 kg/ha para 3.055 kg/ha. A produção esperada de soja para a próxima temporada é de 55,3 milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 11% em relação à safra 2023/24.

“O plantio de soja na Argentina começa no final de outubro e início de novembro, estendendo-se até o final de janeiro. O número final de hectares plantados estará fortemente ligado às condições climáticas, que podem favorecer ou não o plantio precoce de milho. Se não houver chuvas suficientes para o milho precoce, que começa em setembro e vai até o início de dezembro, é provável que os produtores optem por semear soja tardiamente”, explicou o analista Joaquín Azpiroz Arias.

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Em relação ao clima, as previsões indicam a possibilidade de um evento La Niña para a próxima safra 2024/25 na Argentina. Entretanto, espera-se que sua intensidade seja menor do que a observada na temporada 2022/23, quando uma forte seca nas principais regiões produtoras do país afetou severamente a produção de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem até 28 milhões de hectares prontos para conversão produtiva sem desmatamento

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O Brasil reúne cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial imediato para conversão em áreas agrícolas, volume que pode elevar em até 52% a produção nacional de grãos sem necessidade de abertura de novas áreas. A estimativa consta em análise do Itaú BBA e reforça o país como uma das principais fronteiras globais de expansão sustentável.

Para dimensionar o tamanho dessa área, os 28 milhões de hectares equivalem a aproximadamente 3% do território brasileiro — que soma cerca de 851 milhões de hectares — e a quase um terço de toda a área hoje cultivada com grãos no país, que gira em torno de 80 a 90 milhões de hectares.

Esse potencial está distribuído principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e partes do Sudeste e Nordeste, onde a pecuária extensiva ocupa grandes áreas. Estados como Mato Grosso, Pará, Goiás, Minas Gerais e Tocantins concentram parte relevante dessas pastagens com algum nível de degradação.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária indicam que cerca de 57% das pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, sendo uma parcela significativa passível de recuperação com tecnologias já disponíveis, como correção de solo, manejo intensivo e integração lavoura-pecuária.

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Do ponto de vista econômico, o aproveitamento dessas áreas pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária, além de ampliar a produção sem pressionar novas fronteiras ambientais — um ponto cada vez mais relevante diante das exigências de mercado.

O principal entrave, no entanto, é financeiro. Segundo a Climate Policy Initiative Brasil, organização que estuda o fluxo de recursos para agricultura e uso da terra, menos de 2% dos recursos de financiamento climático no país são direcionados ao uso da terra, o que limita a escala de recuperação dessas áreas.

A transformação dessas pastagens exigiria investimentos entre R$ 188 bilhões e R$ 482 bilhões, dependendo do nível de degradação e da infraestrutura necessária. Ainda assim, o volume de crédito disponível segue distante da demanda. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que, dentro do Plano ABC+, apenas R$ 3,5 bilhões foram destinados à recuperação de áreas em 2022.

Para o produtor rural, o movimento representa uma oportunidade concreta de expansão produtiva sem aquisição de novas terras. A recuperação de áreas degradadas permite aumento de produtividade, diversificação da atividade e valorização do patrimônio, além de alinhar a produção às exigências ambientais do mercado.

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Na prática, a conversão dessas áreas tende a ganhar força à medida que surgem novos instrumentos financeiros, como CRA verde, CPR verde e modelos de investimento voltados à agricultura regenerativa. O avanço dessa agenda pode redefinir a expansão do agro brasileiro, com crescimento baseado em eficiência e recuperação, e não em abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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