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Crédito rural: produtores devem redobrar atenção na aplicação dos recursos, alerta especialista

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Crédito rural tem finalidade específica e regras rígidas

Criado como política pública voltada ao desenvolvimento da produção agropecuária nacional, o crédito rural tem objetivos claros e finalidades específicas. Os recursos concedidos por meio dessa linha de financiamento devem ser aplicados exclusivamente em atividades ligadas ao setor primário, como:

  • Custeio da produção agropecuária;
  • Investimentos em infraestrutura ou tecnologia rural;
  • Comercialização de produtos agrícolas;
  • Industrialização de matérias-primas de origem agropecuária.

Por se tratar de uma ferramenta essencial para o fomento da atividade agrícola e pecuária, o uso correto do crédito é fundamental para garantir o acesso contínuo a novas linhas e evitar penalidades.

Aplicação inadequada pode gerar penalidades

De acordo com o advogado Roberto Bastos Ghigino, da HBS Advogados, o produtor rural precisa estar atento às exigências legais que acompanham a concessão do crédito.

“Cabe ao produtor rural cumprir tais exigências, tendo em vista que o desvio de finalidade na aplicação dos recursos oriundos do crédito rural ensejará, entre tantas consequências, o vencimento antecipado de todo o valor contratado, sem prejuízo, ainda, de eventuais sanções”, destacou o especialista.

Isso significa que o uso indevido dos recursos — como aplicar o valor em atividades não relacionadas à produção rural — pode levar à quebra do contrato e ao cancelamento dos benefícios que diferenciam o crédito rural de um empréstimo comum.

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Fiscalização é feita pela instituição financeira

A verificação sobre o uso correto dos recursos é responsabilidade da instituição financeira que concedeu o crédito. Segundo o advogado, essa apuração deve ser realizada por profissionais qualificados, dada a complexidade e as consequências de uma eventual irregularidade.

“Constatado o desvio de finalidade, o crédito antes concedido sob a rubrica de crédito rural será descaracterizado para uma simples operação de crédito comum, com todos os respectivos encargos incidentes”, explica Ghigino.

Quando isso ocorre, os juros subsidiados e demais vantagens do crédito rural deixam de valer, e o produtor passa a arcar com encargos financeiros mais altos.

Direito à defesa é garantido ao produtor

Caso a fiscalização identifique irregularidades, a instituição financeira deve abrir um processo administrativo para apurar os fatos. Nesse procedimento, o produtor tem direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na Constituição Federal.

Somente após essa etapa é que o banco pode desclassificar o crédito rural e executar o contrato antecipadamente, se confirmada a infração.

Atenção redobrada em tempos de crise

O tema ganha relevância em um momento de desafios financeiros para o agronegócio, em que muitos produtores enfrentam dificuldades com instituições de crédito.

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Ghigino reforça a importância de os produtores conhecerem seus direitos e deveres antes de tomar novos financiamentos.

“É imperioso ao produtor rural tomar ciência acerca de seus direitos, especialmente quanto à necessidade de instauração de processo administrativo com direito à ampla defesa e ao contraditório, em casos de eventual apontamento de desvio de finalidade na aplicação do crédito rural”, conclui o advogado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas

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Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.

Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.

O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.

Confira os volumes programados por porto:

  • Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
  • Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
  • Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
  • Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
  • Porto do Recife: 21.943 toneladas
  • Porto de Suape: 14 mil toneladas
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O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.

Açúcar VHP domina exportações brasileiras

A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.

Do total previsto:

  • 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
  • 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
  • 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.

O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.

Exportações avançam em volume, mas preços recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.

A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.

Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.

O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.

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Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai

Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.

O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.

Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.

Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.

Mercado acompanha clima, produção e demanda global

O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.

Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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