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Cosan anuncia aporte de R$ 10 bilhões liderado pelo BTG e reduz dívida em mais de 50%

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A Cosan confirmou um aumento de capital de R$ 10 bilhões, liderado pelo BTG Pactual e pela gestora Perfin. A operação fortalece a estrutura financeira da holding controlada por Rubens Ometto, garante fôlego para novos investimentos e reduz de forma significativa o nível de endividamento.

Estrutura do investimento

Um consórcio formado pela Aguassanta (family office de Ometto), BTG e Perfin aportará R$ 7,25 bilhões ao preço de R$ 5 por ação:

  • BTG Pactual: R$ 4,5 bilhões
  • Perfin: R$ 2 bilhões
  • Aguassanta: R$ 750 milhões

Além disso, haverá um hot issue de R$ 1,8 bilhão, com regras de lockup de dois anos para parte das ações adquiridas. A companhia também planeja uma nova oferta, de até R$ 2,75 bilhões, voltada à atual base de acionistas.

Controle acionário e governança

Com a conclusão da operação, os três sócios deterão 55% do capital da Cosan, enquanto os 45% restantes permanecerão no mercado (free float).

Rubens Ometto seguirá no controle da holding por meio da Aguassanta, com 50,01% das ações vinculadas ao acordo de acionistas, que terá validade de 20 anos e prevê lockup de quatro anos.

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A composição do conselho de administração ficará dividida da seguinte forma:

  • Aguassanta: 5 membros, incluindo 1 independente
  • BTG e Perfin: 4 membros, incluindo 1 independente
Redução da dívida e impacto financeiro

O aporte ocorre em um momento de maior alavancagem da Cosan. O valor captado permitirá:

  • Abater mais da metade da dívida corporativa, que estava em R$ 17,5 bilhões no 2º trimestre
  • Diminuir as despesas financeiras em mais de R$ 1,5 bilhão por ano

Segundo Ometto, a entrada de BTG e Perfin cria condições para que a companhia retome seu crescimento “com solidez e disciplina financeira”, priorizando investimentos em setores estratégicos, como energia e infraestrutura.

Estratégia futura

Os recursos não serão destinados à Raízen, joint venture da Cosan com a Shell. A definição sobre a estrutura de capital dessa empresa continua em negociação com a parceira anglo-holandesa.

Além disso, a Cosan estuda alienar participações em ativos ao longo do tempo como forma adicional de reforçar sua posição financeira. Durante as conversas para o aumento de capital, a companhia também dialogou com a Suzano, mas não houve acordo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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