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Cordeiro rompe barreiras de preço e impulsiona ovinocultura no Rio Grande do Sul

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A ovinocultura gaúcha vive um momento histórico de valorização. De acordo com levantamento da Emater/RS, o preço do cordeiro vivo ultrapassou a marca de R$ 12,00 por quilo no Estado na última semana. Já dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indicam negócios chegando a R$ 13,00, confirmando uma tendência de alta consistente para o segmento.

O cenário reflete o aumento da procura por carne ovina de qualidade e o fortalecimento do mercado interno, que vem absorvendo maior volume da produção regional.

Arco aponta carne como motor do crescimento da ovinocultura

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler, o desempenho positivo dos preços confirma o papel estratégico da cadeia na economia rural do Estado.

“Estamos acompanhando valores muito positivos para o cordeiro e para outras categorias. Isso reforça o que sempre defendemos: a carne é o grande viés da ovinocultura e tem mostrado enorme potencial de mercado”, destacou Gressler.

A valorização, segundo ele, fortalece o produtor e demonstra que o consumo da carne ovina ganha espaço entre os brasileiros.

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Pequenos produtores são os mais beneficiados

Grande parte da produção ovina gaúcha vem de pequenas e médias propriedades, o que torna a alta nos preços ainda mais significativa. Gressler lembra que o setor tem forte papel social, mantendo famílias no campo e garantindo renda.

“A ovinocultura mantém famílias no campo, gera renda e cria oportunidades. Quando o preço reage dessa forma, o impacto é direto na vida do produtor e na sustentabilidade da atividade”, observou o dirigente.

Lã também mostra sinais de recuperação

Além da carne, o mercado da lã apresenta sinais de retomada. Após enfrentar períodos de preços deprimidos, o produto volta a registrar maior demanda e valores mais atrativos.

Segundo Gressler, esse avanço é resultado do investimento contínuo dos criadores em genética e manejo.

“O produtor nunca baixou os braços. Esse bom momento é fruto de anos de cuidado e de confiança na atividade”, ressaltou.

Perspectiva de expansão do rebanho gaúcho

Com o cenário atual de preços firmes, demanda crescente e rebanhos mais tecnificados, a Arco projeta um crescimento do plantel ovino no Rio Grande do Sul nos próximos anos. A expectativa acompanha a tendência nacional de expansão da ovinocultura, impulsionada pela valorização da carne e pela consolidação do consumo interno.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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