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COP29: Pecuária Brasileira Avança na Reciclagem de Resíduos da Agricultura, afirma Diretora da JBS

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Durante o painel “Produção Pecuária Sustentável no Cone Sul Americano”, realizado neste sábado (16) em Baku, a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia, destacou o papel da pecuária brasileira na sustentabilidade, especialmente no que diz respeito à reciclagem de resíduos da agricultura. Correia apontou que, além de seu papel na produção de carne de alta qualidade, a pecuária também contribui para a sustentabilidade ao absorver coprodutos da agricultura, como o DDG (dried distillers grains), resultante da produção de etanol de milho.

A Pecuária e a Sustentabilidade no Brasil

A diretora da JBS ressaltou a importância de integrar a pecuária ao processo de reciclagem agrícola, citando o exemplo de como os bovinos podem consumir subprodutos da produção de etanol, fechando um ciclo sustentável. Segundo ela, é crucial discutir o papel biológico do animal dentro dos sistemas alimentares, algo que contribui diretamente para o avanço da produção sustentável no Brasil.

O painel também contou com a participação de importantes figuras do setor, como Bruno Brasil, diretor de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura e Pecuária, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, Muhammad Ibrahim, diretor de Cooperação Técnica do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), entre outros especialistas da área de sustentabilidade e produção pecuária.

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O Potencial do Brasil na Recuperação de Pastagens

Correia destacou ainda o grande potencial do Brasil em termos de recuperação de pastagens e a importância de trazer o produtor rural para o centro das discussões sobre eficiência no campo. Segundo ela, a recuperação de áreas degradadas poderia alavancar a produção de alimentos no país, incluindo grãos, e permitir um desenvolvimento sustentável da agricultura e da pecuária. “O potencial do Brasil é gigantesco, especialmente se considerarmos o papel das pastagens na produção de alimentos”, afirmou.

Ela também defendeu que é essencial integrar os produtores às decisões sobre sustentabilidade, ressaltando a necessidade de envolver o setor produtivo com ciência e práticas eficientes no cotidiano agrícola.

Qualidade e Sustentabilidade na Indústria Brasileira

Em relação à indústria pecuária brasileira, Liège Correia enfatizou que é possível equilibrar a qualidade dos produtos com as práticas sustentáveis necessárias para atingir as metas climáticas. Para ela, o setor privado tem avançado significativamente nesse aspecto, garantindo que o consumidor receba produtos de máxima qualidade enquanto contribui para os objetivos ambientais globais.

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Correia também mencionou a importância de disseminar informações sobre as práticas agrícolas tropicais no Brasil, destacando a capacidade do país de realizar até três safras por ano em uma mesma área. Ela exemplificou que um produtor pode cultivar milho, soja, batata e capim na mesma terra, com o gado desempenhando a função de colher o pasto, o que representa uma integração entre a agricultura e a pecuária de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação Tolerância Zero interdita oficina e apreende motos irregulares em Cuiabá

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A Operação Tolerância Zero contra os rachas foi deflagrada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, com foco na repressão às corridas clandestinas e na responsabilização de quem promove, financia ou dá suporte à prática criminosa. A ação também ocorre em Tangará da Serra, Várzea Grande e outros municípios da Baixada Cuiabana.

Na Capital, três estabelecimentos foram fiscalizados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) durante a operação integrada, que reúne o Batalhão Raio, o Batalhão Ambiental, equipes do Grupo de Apoio (GAP) do CR1 e do CR2, além da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública.

Um dos estabelecimentos, localizado na Avenida Governador Dante Martins de Oliveira, onde funcionam uma loja de peças e uma oficina mecânica, foi interditado por diversas irregularidades. No local, foram constatadas ausência de alvará de funcionamento, licenciamento ambiental, alvará sanitário e autorização do Corpo de Bombeiros.

Além das infrações administrativas, duas motocicletas apresentaram irregularidades graves: uma com registro de furto e outra com o chassi raspado. Os veículos foram apreendidos, e a Polícia Militar adotou as providências no local. A Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos também foi acionada e duas pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos.

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Outro estabelecimento, também na Avenida Governador Dante Martins de Oliveira, foi notificado para regularização. A fiscalização solicitou a correção de divergência de área, a apresentação de alvará de publicidade e aplicou auto de infração pela ausência do alvará do Corpo de Bombeiros.

Já em um terceiro estabelecimento, no bairro Jardim Presidente, foram exigidos licenciamento ambiental, alvará de publicidade e alvará do Corpo de Bombeiros. O proprietário também foi notificado por obstrução de passeio público e sarjeta.

“A oficina interditada responderá a processo administrativo e só poderá voltar a funcionar após regularizar toda a documentação exigida por lei”, informou a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares.

A secretária destacou ainda a importância da integração entre os órgãos públicos. “O crime tem uma cadeia por trás dele, e o município tem papel fundamental na fiscalização de estabelecimentos que possam fomentar atos ilícitos”, afirmou.

A mobilização teve início após denúncias e monitoramento do programa Vigia Mais apontarem a realização de rachas na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

Segundo o tenente-coronel PM Cacciolari, comandante do Raio e da operação, as abordagens já resultaram em prisões e apreensão de motocicletas. A partir de imagens coletadas e de publicações feitas pelos próprios participantes nas redes sociais, o setor de inteligência identificou organizadores e apoiadores das corridas clandestinas. “Identificamos um grupo que produz corridas ilegais. Isso coloca em risco a vida de terceiros, dos próprios participantes e o patrimônio público e privado. A tolerância é zero”, afirmou Cacciolari.

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As investigações também apontaram que algumas oficinas estariam promovendo, de forma aberta, serviços de preparação de veículos para corridas. Além disso, foram identificados vínculos entre proprietários de CNPJs e pessoas já investigadas ou processadas por tráfico de drogas.

O comandante do 1º Comando Regional, coronel PM Lima Júnior, ressaltou que a atuação integrada das agências de inteligência foi essencial para ampliar o alcance da operação. “Desde a ação operacional, a Prefeitura de Cuiabá tem atuado conosco. A inteligência identificou pessoas que apoiavam os rachas, algumas ligadas a oficinas. Agora avançamos para a etapa administrativa, para verificar a regularidade desses estabelecimentos. É uma ação completa: atuamos tanto na prática do racha quanto em quem financia e dá suporte”, concluiu.

A Operação Tolerância Zero segue em andamento para desarticular a cadeia que sustenta as corridas ilegais em Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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