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Mercado de milho brasileiro: Negociações tendem a desacelerar em dia de cautela

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Nesta terça-feira, o mercado brasileiro de milho projeta um dia de negociações mais lentas, caracterizado pelo impasse entre os agentes em relação aos preços, resultando na estagnação das transações comerciais. Paralelamente, na Bolsa de Mercadorias de Chicago, observa-se uma tendência de baixa, enquanto o dólar apresenta valorização em relação ao real.

O início da semana revelou estabilidade generalizada no mercado nacional de milho, conforme avaliado pelo consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, que descreveu o cenário como tranquilo, sem uma força expressiva para movimentos significativos de alta ou baixa.

Em diversos pontos do país, os preços mantiveram-se dentro de uma faixa específica. No Porto de Santos, a saca variou entre R$ 55,00/65,00 (CIF), enquanto no Porto de Paranaguá, a cotação ficou entre R$ 54,50/64,00 por saca. No Paraná, Cascavel registrou a cotação de R$ 53,00/56,00 por saca, em São Paulo, Mogiana apresentou preços entre R$ 57,00/59,00, e em Campinas CIF, a saca foi cotada a R$ 62,00/64,00.

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Em outras regiões, como Rio Grande do Sul (R$ 55,00/57,00 em Erechim), Minas Gerais (R$ 57,00/59,00 em Uberlândia), Goiás (R$ 53,00/55,00 em Rio Verde – CIF), e Mato Grosso (R$ 41,00/43,00 em Rondonópolis), os preços também se mantiveram em patamares específicos.

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio registraram uma queda de 1,75 centavo, ou 0,40%, cotados a US$ 4,28 1/4 por bushel. A persistência da pressão nas cotações, resultado das previsões abundantes para as safras no Brasil, Estados Unidos e Argentina, e o contexto de retração do petróleo em Nova York e valorização do dólar, contribuíram para a retomada da recente tendência de perdas.

No âmbito cambial, o dólar comercial apresenta uma alta de 0,08%, atingindo R$ 4,9512, enquanto o Dollar Index registra uma valorização de 0,07%, totalizando 103,91 pontos.

Os indicadores financeiros nas principais bolsas asiáticas e europeias refletem uma variedade de resultados, com destaque para o aumento de 0,28% em Xangai e a estabilidade em Paris e Frankfurt. No setor do petróleo, o barril de abril do WTI em Nova York opera em baixa, cotado a US$ 77,85 (-1,13%).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País

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Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.

Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.

O peso da escala em Mato Grosso

Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.

Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.

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Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.

Rondônia: a força da pequena propriedade

Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.

A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.

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O passaporte ambiental da lavoura

O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.

Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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