AGRONEGÓCIO

Coopercitrus atrela FIDC de R$ 750 milhões a metas de sustentabilidade

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A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais vinculou metas de sustentabilidade a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 750 milhões emitido em parceria com o Rabobank Brasil. Este fundo, que já auxilia os cooperados na aquisição de insumos para a produção agropecuária, estará disponível aos produtores até dezembro de 2025.

Ao final deste ciclo, a Coopercitrus terá avançado no aumento da participação de mulheres em posições de liderança em sua gestão, na instalação de usinas fotovoltaicas, bem como no estabelecimento de metas relacionadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Em colaboração com o Rabobank, definimos KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) significativos e fundamentais para a Coopercitrus, para os nossos cooperados e, principalmente, para o mercado. Isso impulsiona operações que não apenas resultam em ganhos financeiros, mas, mais importante, promove a disseminação de boas práticas. Nossas metas são ambiciosas e requerem o engajamento de diferentes setores da cooperativa. Estamos comprometidos em construir um mundo melhor”, declara Simonia Sabadin, Diretora Financeira da Coopercitrus.

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De acordo com Bóris Alessandro Wiazowski, Consultor de Sustentabilidade da Coopercitrus, essa ação fortalece os compromissos da cooperativa com iniciativas de sustentabilidade. “Além de ser benéfico para os produtores rurais em termos de produtividade e competitividade, também agrega valor à sociedade. Ações como este FIDC aceleram nosso progresso na construção de uma economia verde, inclusiva e justa.”

“De um banco com raízes cooperativistas em parceria com uma cooperativa tão importante como a Coopercitrus, a operação reforça o compromisso do Rabobank com o desenvolvimento do agronegócio sustentável, promovendo não só a utilização de recursos mais benéficos para o meio-ambiente para continuar produzindo de forma menos agressiva, como também fomentar a participação de mulheres no setor”, comenta Mário Ferreira, Head de Wholesale do Rabobank Brasil.

Fonte: Coopercitrus

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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