AGRONEGÓCIO
Cooperativismo impulsiona desenvolvimento social e econômico no Brasil, aponta estudo da Macfor
Publicado em
29 de julho de 2025por
Da Redação
Um estudo inédito realizado pela agência Macfor revelou que regiões com forte presença de cooperativas no Brasil apresentam indicadores sociais e econômicos superiores à média nacional. O levantamento também mostrou que o cooperativismo vem ganhando destaque nas plataformas digitais, despertando emoções majoritariamente positivas entre os brasileiros.
Cooperativismo como força de transformação social
Mais do que um modelo econômico alternativo, o cooperativismo tem se consolidado como um instrumento eficaz de transformação social, inclusão e desenvolvimento sustentável. A pesquisa foi elaborada em um ano simbólico: 2025, declarado pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas, em reconhecimento à contribuição do setor para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Impacto global e brasileiro do cooperativismo
Atualmente, cerca de 12% da população mundial está vinculada a algum tipo de cooperativa. Este ecossistema movimenta US$ 2,17 trilhões por ano e é responsável por 280 milhões de empregos no mundo, figurando como uma das maiores redes de geração de renda e inclusão social.
No Brasil, o impacto é especialmente forte no agronegócio, setor que responde por 25% do PIB nacional em função da atuação das cooperativas. São mais de 12 milhões de associados organizados em cerca de 1.200 cooperativas, espalhadas por todo o país. Além de fomentar a competitividade e a produtividade do agro, o cooperativismo brasileiro gera desenvolvimento local e melhora a qualidade de vida de milhares de famílias.
Comportamento digital revela interesse e emoções positivas
A Macfor também analisou o comportamento digital em torno do termo “cooperativa”. Em 2025, foram registradas 25 milhões de buscas no Google, sendo 20% delas feitas por brasileiros, número que supera até países com tradição cooperativista, como os Estados Unidos.
As perguntas mais frequentes são “o que é cooperativa” e “como funciona”, sinalizando que, embora consolidado, o setor ainda enfrenta desafios de comunicação e engajamento com o público.
Nas redes sociais, o termo aparece com forte presença no Facebook, Instagram e TikTok, alcançando públicos diversos e mais jovens. E o tom das conversas chama a atenção: 76% das emoções expressas são positivas, destacando sentimentos como amor e alegria — um fenômeno raro em temas econômicos.
Sazonalidade digital e oportunidades estratégicas
O estudo identificou uma queda nas buscas pelo termo “cooperativa” no final de dezembro, comportamento típico do digital brasileiro, relacionado ao recesso institucional, festas de fim de ano e pausa no ciclo agrícola.
Entretanto, os pesquisadores apontam que o Natal representa uma oportunidade estratégica para campanhas de comunicação das cooperativas, explorando seus valores de solidariedade e coletividade para ampliar a conexão emocional com o público.
Regiões cooperativistas apresentam melhores indicadores sociais
O levantamento da Macfor aponta que o cooperativismo brasileiro está mais concentrado em regiões ligadas ao agronegócio e ao desenvolvimento rural, como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Espírito Santo.
Nesses locais, os impactos são visíveis:
- Taxas de alfabetização e saneamento mais altas
- Renda domiciliar per capita superior
- PIB per capita 21,67% acima da média nacional
- IDH médio de 0,78, considerado elevado
Cooperativas como práticas dos ODS da ONU
A pesquisa reforça que o cooperativismo não apenas apoia, mas materializa na prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As cooperativas promovem inclusão social, crescimento econômico regional, sustentabilidade ambiental e fortalecimento das comunidades — mostrando que é possível aliar eficiência com humanidade.
Modelo indispensável para o futuro
Segundo a Macfor, o cooperativismo está cada vez mais alinhado aos anseios contemporâneos por modelos econômicos mais justos, sustentáveis e coletivos. Mais do que uma estrutura jurídica ou empresarial, o cooperativismo se afirma como resposta concreta aos desafios sociais e econômicos do século XXI.
Metodologia do estudo
O levantamento foi construído a partir de:
- Análises comparativas entre municípios com e sem cooperativas
- Estudos de caso e relatos
- Monitoramento de dados digitais
- Entrevistas com especialistas
- Avaliação do alinhamento com os ODS da ONU
O estudo da Macfor destaca que, ao combinar tradição, inovação, impacto econômico e valores humanos, o cooperativismo brasileiro é mais do que relevante — é essencial para construir um futuro mais justo, próspero e equilibrado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
Published
1 dia agoon
8 de outubro de 2026By
Da Redação
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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