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Cooperativas batem recorde e reforçam papel na economia rural

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O cooperativismo agropecuário brasileiro encerrou 2024 com números inéditos e reafirmou sua importância para a economia do campo. De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, divulgado nesta quinta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) — entidade nacional que representa e coordena o setor —, as 1.172 cooperativas do ramo movimentaram R$ 438,2 bilhões no ano passado, alta de 3,6% em relação a 2023. O estudo aponta ainda um recorde nas sobras do exercício, que somaram R$ 30,2 bilhões, crescimento de 48% em comparação ao ano anterior.

A OCB atua em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), formando o chamado Sistema OCB, que reúne ações de representação, capacitação e defesa do modelo cooperativo.

O anuário mostra que os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 307,5 bilhões em 2024, avanço de 12%, confirmando a solidez do setor mesmo em um cenário de instabilidade econômica e eventos climáticos adversos.

O levantamento revela ainda a força social do cooperativismo: mais de um milhão de produtores fazem parte dessas cooperativas, o que equivale a cerca de 20% dos agricultores brasileiros.

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Juntas, elas empregam 268 mil trabalhadores e respondem por 53% da produção nacional de grãos e fibras, além de cerca de 80% da carne suína. Presente em todos os estados, o modelo se destaca em regiões como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, e segue em expansão, combinando inovação, geração de renda e segurança alimentar para o país.

Fonte: Pensar Agro

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Paraná exporta 6,72 milhões de toneladas de soja e registra alta de 8% no complexo soja em 2026

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Colheita do milho impulsiona vendas de soja no Paraná

O ritmo acelerado da colheita da segunda safra de milho no Paraná tem impactado diretamente o mercado de soja no Estado. Produtores estão intensificando as vendas do grão para liberar espaço nos armazéns, em preparação para o recebimento da nova produção.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Deral, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Estado exportou 6,72 milhões de toneladas do complexo soja nos cinco primeiros meses de 2026.

O volume representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo tanto a demanda externa quanto o bom desempenho logístico do setor no Estado.

Soja em grão lidera embarques do complexo

Entre os produtos exportados, a soja em grão respondeu pela maior fatia dos embarques, com 71% do total. O farelo de soja representou 24%, enquanto o óleo de soja participou com 5% das exportações no período analisado.

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O destaque do período ficou justamente para o óleo de soja, que registrou o maior crescimento proporcional dentro do complexo. As exportações somaram 338 mil toneladas entre janeiro e maio, alta de 59% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Receita das exportações cresce e reforça importância do setor

Em termos financeiros, o desempenho também foi positivo. Segundo o Deral, as exportações do complexo soja geraram aproximadamente US$ 2,94 bilhões para a balança comercial paranaense nos cinco primeiros meses de 2026, um avanço de 18% em comparação com igual período de 2025.

O resultado reforça a relevância da cadeia da soja para a economia do Paraná, especialmente em um momento de forte movimentação logística ligada à colheita do milho e à necessidade de escoamento da produção agrícola.

Brasil também registra crescimento nas exportações de soja

No cenário nacional, o desempenho segue a mesma tendência. No acumulado de 2026 até maio, o Brasil exportou 66,2 milhões de toneladas do complexo soja, crescimento de 7% em volume.

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Em termos de receita, as exportações brasileiras somaram US$ 27,62 bilhões no período, alta de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados consolidados do comércio exterior.

Perspectivas para o mercado de soja

Com a colheita do milho avançando no Paraná e a necessidade de liberação de armazenagem, a tendência é de manutenção do ritmo de comercialização da soja nas próximas semanas. No mercado externo, a demanda global segue firme, sustentando o fluxo de exportações brasileiras do complexo soja, que continua sendo um dos principais pilares da balança comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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