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Conversas entre EUA e China Impulsionam Alta do Milho em Chicago; B3 Opera com Oscilações

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Milho Avança em Chicago com Perspectiva de Maior Demanda

Os preços futuros do milho iniciaram esta quinta-feira (22) em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo novos sinais de demanda global e otimismo com o avanço das conversas entre Estados Unidos e China. Por volta das 10h05 (horário de Brasília), os principais contratos do cereal apresentavam ganhos moderados.

O contrato março/26 era negociado a US$ 4,23 por bushel, alta de 1,25 ponto, enquanto o maio/26 subia para US$ 4,31. Já os contratos de julho/26 e setembro/26 eram cotados a US$ 4,37 e US$ 4,36, respectivamente, com valorização entre 0,75 e 1 ponto.

Segundo o portal internacional Successful Farming, a recuperação dos preços foi sustentada por notícias positivas envolvendo relações comerciais entre Washington e Pequim, reacendendo o interesse dos investidores por commodities agrícolas.

Conversas Diplomáticas Reforçam Expectativa de Vendas

O avanço do milho em Chicago está ligado às conversas recentes entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, realizadas na última terça-feira.

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De acordo com o analista Tony Dreibus, da Successful Farming, a reunião teve como um dos objetivos ampliar as exportações de grãos norte-americanos para a China, com destaque para soja e milho. Bessent também mencionou a possibilidade de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para abril de 2026, o que pode fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os países.

Apesar da sinalização positiva, o analista pondera que ainda serão necessárias novas rodadas de negociações antes que qualquer acordo efetivo seja formalizado.

B3 Opera com Oscilações e Volatilidade nos Contratos

Enquanto o mercado internacional reage com otimismo, o mercado brasileiro de milho iniciou o dia com movimentações mistas na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3).

Por volta das 10h14, as cotações variavam entre R$ 67,91 e R$ 69,24 por saca. O contrato março/26 recuava 0,73%, cotado a R$ 69,24, e o maio/26 apresentava queda de 0,84%, a R$ 68,57. Já o julho/26 e o setembro/26 registravam pequenos ganhos de 0,10% e 0,01%, sendo negociados a R$ 68,21 e R$ 67,91, respectivamente.

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A volatilidade nas cotações reflete o equilíbrio entre a pressão da oferta doméstica e as expectativas de retomada das exportações, além da influência do câmbio e das projeções de safra no Brasil.

Perspectivas para o Mercado

O mercado do milho segue atento às negociações comerciais internacionais, ao comportamento do dólar e ao andamento da colheita da safra de verão no Brasil. Analistas indicam que a tendência de curto prazo dependerá da confirmação de novas compras chinesas e do impacto do clima nas lavouras brasileiras.

Com os estoques ainda ajustados e a produção mundial sob influência de fatores climáticos, o milho pode manter leve suporte nos preços internacionais, caso o diálogo entre EUA e China evolua positivamente nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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