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Controle do Milho Tiguera: Uma Estratégia para Aumentar a Produtividade e Combater Enfezamentos

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A gestão do milho tiguera, conhecido também como guaxo ou milho voluntário, representa um dos principais desafios para os agricultores que praticam o sistema de produção de soja no verão e milho na safrinha. O controle eficaz dessas plantas durante o desenvolvimento da soja é essencial para evitar a matocompetição e a multiplicação da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), um inseto vetor que pode causar sérios prejuízos às lavouras.

Quando o milho tiguera não é controlado, ele se torna um hospedeiro ideal para a reprodução da cigarrinha. Como resultado, ao se iniciar a nova safra de milho, o produtor pode encontrar uma população elevada desse inseto em sua lavoura, que é responsável pela transmissão do complexo dos enfezamentos. Essa doença, causada por molicutes, compromete gravemente o desenvolvimento, a nutrição e a fisiologia das plantas infectadas, podendo resultar em perdas de até 100% na produção.

Josemar Foresti, Engenheiro Agrônomo e cientista da Corteva Agriscience, ressalta a importância do controle do milho tiguera: “O produtor deve prestar atenção especial ao manejo do milho tiguera em campos de soja, a fim de evitar a presença da cigarrinha-do-milho quando chegar o momento do plantio da safrinha. A aplicação de herbicidas nas primeiras emergências é crucial, pois facilita o controle e reduz as fontes de alimento disponíveis para a multiplicação da praga.” Ele destaca ainda que, para quebrar o ciclo da cigarrinha, é fundamental manter a ausência de milho na fase vegetativa por pelo menos três meses.

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Foresti enfatiza que, ao realizar o manejo com herbicidas, é imprescindível seguir as Boas Práticas Agrícolas, respeitando as recomendações de bula e rótulo, além das diretrizes de aplicação, a fim de garantir um controle eficaz e sustentável. Além do manejo do milho tiguera, outras recomendações para minimizar o problema do complexo dos enfezamentos incluem a escolha de híbridos com tolerância natural, o tratamento de sementes industrial (TSI) para proteção inicial contra insetos vetores, a redução da janela de plantio e o monitoramento frequente da área.

“É essencial quebrar a chamada ‘ponte verde’, mantendo um período mínimo de 90 dias sem a presença de milho tiguera antes do plantio da safrinha. Isso ajuda a interromper o ciclo da cigarrinha-do-milho e a diminuir a fonte de patógenos que causam o complexo dos enfezamentos nas culturas subsequentes”, conclui Foresti.

Boas Práticas Agrícolas: Essenciais para um Manejo Sustentável

Um manejo adequado com herbicidas e defensivos agrícolas é vital para a saúde das lavouras. Os produtores devem seguir rigorosamente as orientações contidas nas bulas e rótulos, sendo aconselhados por engenheiros agrônomos. A Corteva Agriscience investe na capacitação de agricultores e aplicadores por meio de sua área de Boas Práticas Agrícolas, promovendo programas como a “Expedição da Agricultura para a Vida”, que oferece treinamentos sobre manejo integrado de pragas, doenças e segurança do trabalhador.

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Desde 2006, o Programa de Aplicação Responsável (PAR) já capacitou milhares de profissionais em 17 estados e no Distrito Federal, enfatizando condições adequadas para a aplicação de defensivos e a importância da sustentabilidade no agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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SIAVS 2026 será a maior edição da história e reforça protagonismo global da proteína animal brasileira

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O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) já se prepara para a maior edição de sua história. Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o evento será realizado nos dias 4, 5 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com expansão expressiva da área de exposição, maior presença internacional e programação técnica ampliada.

A edição de 2026 contará com 45 mil metros quadrados de área expositiva, um crescimento de 65% em relação ao evento anterior. A expectativa da organização é receber mais de 31 mil visitantes e empresas de mais de 60 países, consolidando o SIAVS como um dos principais encontros globais da cadeia de proteína animal.

Na edição de 2024, o evento registrou mais de 30 mil visitantes e 317 expositores, reforçando sua relevância como plataforma de negócios, inovação e relacionamento internacional no setor.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor brasileiro. “O SIAVS acompanha o crescimento e a transformação do setor de proteína animal brasileiro, ampliando seu papel como espaço estratégico para negócios, inovação, debates técnicos e relacionamento internacional”, destacou.

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Feira amplia exposição de tecnologias e soluções para o setor

A área de exposição reunirá empresas de diferentes segmentos da cadeia produtiva, incluindo saúde animal, genética, nutrição, automação, logística, equipamentos industriais e tecnologia aplicada à produção.

Entre as novidades desta edição está o “Supermercado sem proteína animal”, uma instalação conceitual e interativa que demonstra a relevância da proteína animal na oferta alimentar diária da população.

Outro destaque será o SIAVS Experience Biosseguridade, espaço imersivo dedicado à apresentação de protocolos sanitários, práticas de prevenção e medidas de controle adotadas pela cadeia produtiva brasileira.

Conteúdo técnico e inovação ganham protagonismo na programação

Além da feira de negócios, o SIAVS 2026 contará com uma programação técnica paralela, reunindo especialistas do Brasil e do exterior em congressos, fóruns e painéis temáticos.

Os debates abordarão assuntos estratégicos para o setor, como influenza aviária, biosseguridade, automação industrial, inteligência artificial aplicada à produção animal, sustentabilidade, ESG, comércio internacional, logística e inovação tecnológica.

Entre os destaques da programação está o SIAVS Talks, espaço dedicado à discussão de tendências e desafios da cadeia de proteína animal.

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Também fazem parte da agenda o Projeto Produtor, que busca aproximar produtores rurais das inovações e debates do setor, e o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, iniciativa que reconhece estudos e pesquisas com potencial de impacto direto na avicultura, suinocultura e produção de proteína animal.

Agenda internacional reforça presença do Brasil no mercado global

A dimensão internacional do SIAVS 2026 será ampliada com ações realizadas em parceria com a ApexBrasil, voltadas ao fortalecimento das exportações e da imagem da proteína animal brasileira no exterior.

Entre as iniciativas está o Projeto Comprador, que promoverá rodadas de negócios entre exportadores brasileiros e importadores de mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio, África, América Latina e União Europeia.

O evento também prevê ações de relacionamento com produtores, pesquisadores, jornalistas internacionais e formadores de opinião ligados aos temas de alimentação, sustentabilidade e segurança alimentar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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