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Contegran Investe R$ 1 Bilhão em Usina de Cana e Cria Expectativas de 1.000 Novos Empregos

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Enquanto as grandes metrópoles e inovações tecnológicas dominam as manchetes, uma mudança significativa está em curso no extremo sul da Bahia. A Contegran, uma empresa emergente no setor de commodities agrícolas, está prestes a transformar a região com um investimento de até R$ 1 bilhão na construção de uma mega usina de cana-de-açúcar.

Com a previsão de conclusão até 2026, o projeto não apenas promete criar até 1.000 empregos, como também visa impulsionar a economia local e introduzir avanços tecnológicos na agricultura. Renan Lippaus, fundador e CEO da Contegran, destacou que a iniciativa representa mais do que a construção de uma usina. “Essa é uma aposta no futuro socioeconômico da região”, afirmou em entrevista ao site Exame. A promessa é uma injeção significativa de capital e novas oportunidades para os moradores locais, oferecendo treinamento e desenvolvimento de habilidades.

Impacto Econômico e Social

O impacto econômico do projeto é significativo. A criação de até 1.000 empregos em uma área com altas taxas de desemprego é um passo importante para o desenvolvimento local. Além dos empregos diretos, a usina deverá beneficiar setores como transporte e indústria de insumos agrícolas, além de melhorar a qualidade de vida dos residentes.

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A Contegran também planeja fornecer treinamento e capacitação aos trabalhadores locais, o que permitirá à população adquirir novas habilidades e expertise em um setor de alta tecnologia e inovação. Assim, a construção da usina se torna um marco para o avanço industrial e social da região.

Ascensão Rápida da Contegran

Fundada em 2019, a Contegran rapidamente se destacou no setor agrícola. Inicialmente focada no comércio de café robusta, a empresa expandiu suas operações e, em 2022, alcançou uma receita líquida de R$ 40 milhões. Em 2023, a Contegran aumentou sua receita em 67,98%, atingindo R$ 73 milhões, e entrou no ranking “Negócios em Expansão” da Exame.

Diversificação Estratégica

A Contegran não se contenta com o sucesso no café. Em 2023, a empresa diversificou suas atividades, começando a exportar açúcar e planejando a comercialização de pimenta e cacau. “O açúcar será 100% para exportação, aproveitando as restrições da Índia”, afirmou Lippaus. A meta é alcançar R$ 500 milhões em faturamento até o final de 2024, com o açúcar como principal produto.

Tecnologia a Serviço da Agricultura

A inovação é um dos pilares do crescimento da Contegran. Em parceria com uma multinacional, a empresa está investindo R$ 3 milhões na construção de um laboratório em Itamaraju, Bahia. O laboratório oferecerá análise de solo e plantas gratuitamente aos produtores locais, contribuindo para a melhoria das técnicas agrícolas e aumento da produtividade.

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O compromisso com a tecnologia e sustentabilidade reflete a visão da Contegran de liderar a transformação agrícola no Brasil, utilizando métodos avançados que respeitam o meio ambiente e otimizam a produção.

Perspectivas Futuras

A construção da usina de cana-de-açúcar é apenas um dos passos rumo ao sucesso e à expansão da Contegran. Com uma trajetória de crescimento notável e uma aposta bilionária no “ouro branco”, a empresa está posicionada para se tornar uma gigante do setor agrícola, promovendo o desenvolvimento da região sul da Bahia e do agronegócio brasileiro como um todo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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