AGRONEGÓCIO

Consultor destaca os sete pilares da Lavoura de Carne para melhorar o rebanho e elevar preços no RS

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Criadores do Rio Grande do Sul enfrentam o desafio de aprimorar seus rebanhos para obter terminação precoce, padronização das carcaças e preços que reflitam o investimento em tempo e tecnologia. O mercado exige produtos de alta qualidade, e a solução está “da porteira para dentro”, com foco em práticas que valorizem a carne produzida localmente.

A visão do consultor da SIA

Armindo Barth Neto, gerente técnico do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA), destaca que a prioridade é encontrar soluções práticas para os produtores, em vez de buscar culpados. Segundo ele, é essencial dar ao produtor ferramentas e caminhos que possibilitem entregar um produto com padrão premium e conquistar mercados exigentes. “Como mudar o jogo dentro das fazendas, deixando de lado a discussão sobre quem deveria pagar mais?”, questiona Barth Neto.

Os sete pilares da Lavoura de Carne

Com 15 anos de experiência, Barth Neto aponta que independentemente da região, o sucesso na produção de carne depende da aplicação integrada de sete pilares:

  1. Modelo de Negócio Ajustado
  2. Farm Design (Planejamento da propriedade)
  3. Fertilidade do Solo
  4. Plantio Direto
  5. Excelência no Manejo das Pastagens
  6. Gestão de Pessoas
  7. Gestão de Indicadores Técnicos e Financeiros
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Ele ressalta que não basta apenas manejar pastagens ou melhorar o melhoramento genético; o conjunto desses pilares, quando aplicado corretamente, possibilita produzir animais precoces, com alto rendimento e qualidade da carne, resultando em carcaças pesadas e bem acabadas. Isso permite ao produtor escolher mercados diferenciados e oferece à indústria mais opções para acessar nichos variados.

Contexto do mercado gaúcho

Barth Neto também chama atenção para os altos custos de produção e a concorrência da carne commodity do centro do país, que chegam ao Rio Grande do Sul pressionando os preços locais. Para ele, o caminho ideal é superar a situação atual de “perde-perde” e avançar para um modelo de “ganha-ganha”, beneficiando tanto produtores quanto frigoríficos.

O consultor da SIA reforça que o aprimoramento dos rebanhos, com foco nos sete pilares da lavoura de carne, é o caminho para fortalecer a cadeia produtiva gaúcha, elevar a qualidade da carne e conquistar melhores preços no mercado nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Empresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”

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Empresas do agronegócio que utilizaram incentivos fiscais da Lei do Bem em 2025 têm até 31 de agosto para enviar ao governo as informações sobre seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A prestação deve ser feita pelo Formulário de Pesquisa e Desenvolvimento, o FormP&D, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O prazo não representa uma nova rodada de inscrições. Trata-se da obrigação de informar os investimentos e benefícios já utilizados no ano-base de 2025. A empresa deve apresentar os projetos desenvolvidos, as dificuldades tecnológicas enfrentadas, os resultados alcançados e os gastos vinculados a cada atividade.

Instituída pela Lei nº 11.196, de 2005, a Lei do Bem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real reduzam as bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para utilizar o incentivo, a companhia também precisa ter apurado lucro fiscal e manter regularidade tributária.

A exclusão adicional corresponde, em regra, a 60% dos gastos elegíveis com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. O percentual pode subir para 70% ou 80%, conforme o aumento do número de pesquisadores contratados. Há ainda uma exclusão adicional de até 20% para projetos que resultem em patente concedida ou cultivar registrado.

Isso não significa que 60% do imposto devido será abatido. Se uma empresa registrar R$ 1 milhão em despesas elegíveis, por exemplo, poderá excluir outros R$ 600 mil da base tributável. Considerando uma alíquota combinada de IRPJ e CSLL de 34%, a economia tributária nominal poderia chegar a aproximadamente R$ 204 mil, desde que exista lucro suficiente para aproveitar integralmente o benefício.

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O agronegócio reúne atividades com potencial para enquadramento porque grande parte das tecnologias precisa passar por experimentação antes da adoção comercial. Projetos com fertilizantes, bioinsumos, genética vegetal e animal, máquinas, sensores, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, rastreabilidade e processamento de alimentos podem ser considerados.

Ensaios de laboratório, testes de campo, construção de protótipos, plantas-piloto e desenvolvimento de novas formulações também podem integrar um projeto. O elemento central, entretanto, é a existência de incerteza tecnológica. A empresa precisa demonstrar que buscou resolver um problema técnico cujo resultado não era conhecido no início do trabalho.

A simples compra de uma máquina moderna, a instalação de um programa disponível no mercado ou a atualização rotineira de um produto não caracteriza automaticamente pesquisa e desenvolvimento. Melhorias administrativas, mudanças estéticas e adaptações sem desafio tecnológico também não costumam ser aceitas.

No campo, a comprovação pode exigir atenção adicional. Um projeto pode envolver testes realizados em diferentes propriedades, safras, solos e condições climáticas. Por isso, a empresa deve manter relatórios técnicos, contratos, notas fiscais, registros de ensaios, horas dedicadas pelos pesquisadores e critérios usados para vincular cada despesa ao projeto.

A legislação exige controle analítico dos custos. Gastos com pessoal técnico, materiais utilizados nos experimentos, testes e determinados serviços contratados no Brasil podem ser considerados, desde que atendam às regras. Recursos públicos recebidos na forma não reembolsável não podem integrar a mesma base do incentivo.

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O benefício é de utilização automática, sem aprovação prévia do MCTI. Isso não elimina a fiscalização posterior. O ministério analisa as informações técnicas, enquanto a Receita Federal pode verificar a apuração tributária e os documentos que sustentam os valores declarados.

Caso um projeto seja considerado uma melhoria comum, ou as despesas não estejam suficientemente comprovadas, a empresa poderá perder o incentivo e ser obrigada a recolher a diferença de impostos, acrescida de juros e penalidades.

A reforma tributária sobre o consumo não extingue a Lei do Bem. O novo sistema altera tributos incidentes sobre bens e serviços, enquanto o incentivo à inovação atua sobre IRPJ e CSLL. Para agroindústrias, fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas e outras companhias do setor tributadas pelo Lucro Real, o mecanismo permanece como uma alternativa para reduzir o custo de projetos tecnológicos.

Em 2023, último resultado consolidado destacado pelo MCTI, 3.878 empresas utilizaram a Lei do Bem e declararam quase R$ 42 bilhões em investimentos. Para as companhias do agro que aproveitaram o incentivo em 2025, a prioridade agora é revisar os projetos e concluir o FormP&D até 31 de agosto.

SERVIÇO

Prazo: até 31 de agosto de 2026
Onde declarar: FormP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Como acessar: o primeiro acesso deve ser feito pelo representante legal da empresa, mediante identificação na plataforma Gov.br. Depois da validação cadastral, outros usuários podem ser autorizados a preencher o formulário.
Quem deve declarar: empresas que utilizaram os incentivos da Lei do Bem no ano-base de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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