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Emater Goiás, em parceria com Goiás Turismo, inicia programa de turismo rural em Goiás

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A Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) em parceria com a Goiás Turismo, está dando início a um novo projeto para estimular o turismo rural em Goiás. O projeto tem como objetivo divulgar e promover roteiros turísticos no interior do estado, preparando propriedades para receber turistas e proporcionar experiências em atividades no campo, gerando emprego e renda, além de fomentar o comércio dos municípios.

De acordo com o presidente da Emater, Rafael Gouveia, a atividade turística movimeta bilhões de reais em todo o país. Em Goiás, temos diversos pontos turísticos que ainda são pouco conhecidos. “Com este projeto, além da possibilidade de geração de uma renda adicional para as comunidades locais, vamos contribuir com a economia do município, com a conservação do meio ambiente, valorizar os patrimônios e produtos locais, e mostrar a importância do trabalho do homem e da mulher do campo”, destacou.

O projeto piloto será iniciado em maio no município de Guarani de Goiás, mas vai ter como abrangência todo o território goiano. De acordo com o diretor de assistência técnica e extensão rural, Kin Gomides, o programa é fruto de um esforço coletivo para diversificar e interiorizar o turismo em Goiás.

O presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, reforça a importância do projeto de turismo rural do Governo para a geração de emprego e renda, além de ajudar a preservar o patrimônio cultural e natural. “Goiás tem enorme potencial para o turismo rural, que surge como uma das tendências mundiais. Nós temos essa característica da ruralidade no DNA e a iniciativa tem muito a contribuir com o desenvolvimento do Estado de maneira geral”, ressaltou o presidente da Goiás Turismo.

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Turismo Rural

O turismo rural é uma alternativa buscada por quem quer escapar da agitação das cidades e desfrutar de um ambiente mais tranquilo e natural. As atividades típicas do turismo rural incluem estadias em fazendas ou pousadas, onde os visitantes podem experimentar a vida no campo com rotinas que envolvem colheita de frutas, ordenha de vacas, preparo de comidas típicas, alimentar animais, plantar ou colher em lavouras, entre outras atrações.

Além de proporcionar ao turista novas vivências, a atividade também é benéfica ao anfitrião e toda a comunidade ao redor para atender a demanda dos turistas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em território goiano, há mais de 95 mil estabelecimentos agropecuários geridos por agricultores familiares, o que equivale a cerca de 63% da quantidade total.

De acordo com a equipe que coordena o programa, todas essas propriedades possuem potencial para se tornarem um ponto de turismo rural, a fim de proporcionar uma nova alternativa de renda para os proprietários.

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Lançamento do projeto

O lançamento do programa de turismo rural do estado de Goiás será realizado no dia 2 de maio, em Guarani de Goiás, durante o Seminário de Turismo Rural. O evento, promovido em parceria com a Prefeitura Municipal de Guarani, por meio da Secretaria de Turismo, marca o início do projeto que visa o desenvolvimento da atividade no estado.

A atividade desempenha um papel crucial, proporcionando uma série de benefícios econômicos, sociais, culturais e ambientais, como a preservação da cultura e tradições, conservação ambiental, desenvolvimento de infraestrutura, diversificação econômica, além do intercâmbio cultural e social.

O município de Guarani de Goiás, que fica na região da Terra Ronca, já possui ligação com a atividade turística. Mas de acordo com a diretoria de assistência técnica da Emater, mesmo repleto de maravilhas naturais, por questões de logística, o faturamento ainda fica aquém do potencial.

Por estas razões, a Emater Goiás escolheu a região para sediar o início do programa de turismo rural que beneficiará não apenas o município, mas de todo o estado.

Fonte: Emater Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Erros em notas fiscais travam créditos de ICMS no agro e ampliam prejuízos financeiros no campo

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A gestão tributária voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro diante do aumento de inconsistências em notas fiscais eletrônicas que vêm comprometendo o aproveitamento de créditos de ICMS no setor. Erros considerados simples, mas recorrentes, têm provocado bloqueios fiscais, perda de valores milionários e dificuldades financeiras para produtores rurais e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.

Levantamento da Confederação Nacional dos Contadores mostra que mais de 60% das empresas brasileiras já emitiram notas fiscais com erros ou divergências. Outros 15% sequer souberam informar se os documentos estavam corretos. Paralelamente, dados da IOB indicam que cerca de 70% das empresas analisadas no primeiro semestre de 2024 apresentaram algum tipo de inconsistência tributária.

No agronegócio, onde o volume de operações fiscais é elevado e o fluxo financeiro depende diretamente da regularidade tributária, o impacto dessas falhas é ainda mais significativo.

Segundo o contador e especialista em gestão tributária no agro, Altair Heitor, o problema está principalmente na qualidade da emissão fiscal.

“Não basta emitir a nota fiscal. Ela precisa estar tecnicamente correta. Um único erro pode comprometer toda a operação e impedir o aproveitamento do crédito tributário”, afirma.

Erros fiscais mais comuns bloqueiam créditos de ICMS

Entre as principais inconsistências identificadas estão erros na classificação fiscal dos produtos (NCM), preenchimento incorreto do CFOP, falhas no CST e ausência do destaque correto do imposto.

Dados do setor apontam que aproximadamente 55,6% das falhas estão justamente nesses campos considerados essenciais para validação do crédito tributário.

Na prática, isso significa que muitos produtores rurais e empresas deixam de recuperar valores importantes por problemas operacionais que poderiam ser evitados com maior controle documental e revisão técnica.

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Além da perda financeira direta, inconsistências fiscais podem gerar autuações, multas e bloqueios futuros de créditos tributários.

Fiscalização digital aumenta rigor sobre operações do agro

O avanço da fiscalização eletrônica pelos fiscos estaduais reduziu significativamente a margem para correções posteriores.

Atualmente, os sistemas estaduais realizam cruzamento automático de informações fiscais em tempo real, identificando divergências imediatamente após a emissão dos documentos.

Segundo especialistas, esse cenário se torna ainda mais crítico durante períodos de maior movimentação no campo, como comercialização de safra e fechamento de grandes operações agrícolas.

“Em muitos casos, o produtor só descobre o problema quando tenta utilizar o crédito e encontra o bloqueio fiscal”, explica Altair Heitor.

A situação é agravada pelo fato de que muitos estados vêm endurecendo os critérios para homologação dos créditos acumulados de ICMS.

Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual anunciou recentemente a liberação de até R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados por meio do programa ProAtivo, reforçando o potencial financeiro desses recursos para empresas que mantêm regularidade fiscal.

Mesmo assim, parte significativa do setor produtivo continua sem acesso aos créditos devido às falhas documentais.

Falta de integração operacional amplia perdas financeiras

Especialistas apontam que boa parte dos problemas fiscais no agronegócio está relacionada à ausência de integração entre os setores contábil, fiscal e operacional das empresas.

Sem padronização de processos e revisão constante, a emissão de notas fiscais acaba sendo realizada de forma manual e vulnerável a erros recorrentes.

Além disso, muitos produtores ainda não mantêm rotinas estruturadas de auditoria fiscal preventiva, o que dificulta a identificação antecipada de inconsistências.

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O resultado é o acúmulo de créditos não aproveitados, perda de capital de giro e aumento da dependência de financiamentos externos.

Medidas podem evitar perdas e proteger o caixa do produtor

Especialistas em gestão tributária defendem que a recuperação e preservação dos créditos de ICMS exigem organização documental, monitoramento contínuo e suporte técnico especializado.

Entre as principais medidas recomendadas para reduzir riscos estão:

  • Revisão periódica das notas fiscais: A análise recorrente da documentação permite identificar inconsistências e corrigir falhas antes de eventuais autuações fiscais.
  • Padronização do preenchimento fiscal: Uniformizar informações como NCM, CFOP e CST reduz divergências e melhora a consistência dos documentos.
  • Organização documental: Notas fiscais, livros fiscais e registros contábeis precisam estar completos e compatíveis para sustentar o direito ao crédito.
  • Atualização constante sobre mudanças tributárias: Alterações na legislação e nos entendimentos das secretarias estaduais impactam diretamente a validação dos créditos fiscais.
  • Suporte técnico especializado: Consultorias e equipes com foco em gestão tributária ajudam a reduzir riscos operacionais e ampliar o aproveitamento dos créditos acumulados.
Crédito de ICMS ganha importância estratégica no agro

Em um cenário de custos elevados, juros altos e maior pressão sobre as margens do produtor rural, os créditos tributários passaram a representar uma importante ferramenta de liquidez para o agronegócio.

Segundo especialistas, a correta gestão fiscal pode transformar créditos acumulados em fonte relevante de capital para investimentos, custeio e equilíbrio do fluxo de caixa.

“O crédito de ICMS é um ativo financeiro legítimo. Quando bem administrado, ele deixa de ser um valor parado e passa a apoiar decisões estratégicas dentro da operação agrícola”, conclui Altair Heitor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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