AGRONEGÓCIO

Consórcios pesados devem superar R$ 75 bilhões em 2024

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Os consórcios para a aquisição de imóveis rurais têm se consolidado como uma das opções de crédito mais procuradas no Brasil, especialmente no agronegócio, em 2024. Com mais de 1,27 milhão de pessoas já contempladas até 2023, o setor movimentou R$ 65,63 bilhões no ano passado.

As projeções para 2024 são otimistas, com a expectativa de um crescimento de 15%, alcançando cerca de R$ 75,47 bilhões. Até novembro deste ano, o segmento registrou um crescimento expressivo, com mais de R$ 1,2 bilhões em créditos comercializados.

Esse impulso se deve, em grande parte, à adaptação dos consórcios às necessidades do agronegócio, especialmente no que diz respeito à aquisição de pesados. Caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas têm registrado excelentes desempenhos em diversos indicadores: número de participantes ativos, vendas de cotas, volume de negócios realizados, contemplações e créditos concedidos.

O agronegócio, que representa cerca de um terço do total do segmento de consórcios, tem sido um dos principais responsáveis por esse bom desempenho, com uma expectativa de boa safra de grãos em 2024 contribuindo para os resultados positivos.

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O setor de consórcios também tem se mostrado resiliente diante de desafios climáticos, como as tragédias causadas pela seca, calor excessivo e incêndios florestais, que afetaram especialmente o Rio Grande do Sul, o Amazonas e outras áreas do país.

Mesmo com essas dificuldades, o mercado de consórcios manteve-se aquecido, principalmente devido à retomada de negócios envolvendo a substituição de frotas e máquinas, investimentos para o novo ciclo de plantio e colheita de 2025, e a crescente demanda por exportações de produtos agropecuários. A aquisição de novas áreas rurais também tem sido uma tendência, com transações que ultrapassaram a marca de R$ 80 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura.

O consórcio, por oferecer uma alternativa ao crédito tradicional, tem atraído cada vez mais pequenos e médios produtores, que buscam viabilizar investimentos no aumento da produção e modernização de suas operações.

Com condições de pagamento facilitadas e sem a necessidade de entrada, essa modalidade se mostra acessível, atendendo tanto às necessidades de quem está adquirindo sua primeira propriedade quanto aos que desejam expandir suas operações no campo.

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O fortalecimento dos consórcios no Brasil em 2024 é, portanto, uma clara sinalização de que o setor agropecuário continua em franca expansão, com boas perspectivas de crescimento e adaptação aos novos desafios do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

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A expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Brasil deve ganhar ainda mais força na safrinha de 2026, impulsionada por um cenário de ajustes no calendário agrícola e mudanças no mercado de grãos e da pecuária. A combinação entre atraso na colheita da soja em algumas regiões, pressão sobre a janela ideal do milho e preços mais atrativos na pecuária tem levado produtores a buscar alternativas mais eficientes de uso da terra.

O tema é analisado por Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, que destaca que o momento exige decisões mais técnicas para maximizar a produtividade dos sistemas integrados.

Segundo o especialista, o cenário atual reforça o uso de milho ou sorgo consorciados com forrageiras, ou até mesmo o cultivo exclusivo de pastagens após a soja, prática conhecida como “boi safrinha”, ampliando a oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

ILP ganha espaço com foco em produtividade e sustentabilidade

A Integração Lavoura-Pecuária tem se consolidado como uma estratégia eficiente para aumentar a rentabilidade e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

De acordo com Hemython Luis Bandeira do Nascimento, a ILP proporciona benefícios diretos tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Entre eles estão a formação de palhada para o sistema de plantio direto, melhoria da estrutura do solo e oferta de pastagem de qualidade durante a entressafra.

O resultado é um sistema mais equilibrado, capaz de reduzir riscos climáticos e econômicos, ao mesmo tempo em que mantém a produtividade em diferentes ciclos produtivos.

Controle de plantas daninhas é decisivo no estabelecimento do pasto

Um dos primeiros pontos de atenção no sistema ILP é o manejo adequado das plantas invasoras. Segundo o especialista, o capim implantado deve ser tratado como uma cultura agrícola, exigindo manejo técnico desde o início do desenvolvimento.

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O controle precoce de plantas daninhas e tigueras é essencial para evitar competição por luz, água e nutrientes, garantindo rápido estabelecimento da forrageira e maior produtividade do sistema.

Lotação animal deve ser calculada com base na oferta de forragem

A definição da taxa de lotação é um dos fatores mais importantes para o sucesso do “boi safrinha”. O equilíbrio entre oferta de pasto e número de animais determina a eficiência do sistema e evita tanto a superlotação quanto o subaproveitamento da área.

O engenheiro agrônomo explica que o ideal é realizar uma amostragem de forragem cerca de uma semana antes da entrada dos animais, permitindo estimar a massa disponível de pasto.

Com base nesses dados, no tempo de permanência dos animais e no peso médio dos lotes, é possível calcular a capacidade de suporte da área (UA/ha), garantindo manejo adequado ao longo do ciclo de pastejo.

Momento correto do pastejo influencia produtividade e formação de palhada

O início do pastejo é um ponto crítico dentro do sistema ILP. Pastagens muito altas tendem a apresentar maior proporção de colmos e fibras, reduzindo a qualidade nutricional e comprometendo o desempenho animal.

Além disso, o excesso de altura pode prejudicar o perfilhamento e afetar a formação da palhada necessária para a safra seguinte.

No caso da Brachiaria ruziziensis, Hemython Luis Bandeira do Nascimento alerta que o acamamento pode ocorrer quando a planta está muito desenvolvida, reduzindo a eficiência do pastejo. Por isso, recomenda-se a entrada dos animais com a forrageira em torno de 50 cm de altura.

De forma geral, o primeiro pastejo deve ocorrer quando a pastagem atinge a altura ideal de manejo de cada cultivar, priorizando maior proporção de folhas e melhor aproveitamento da forragem.

Adubação de pastagens na safrinha deve ser avaliada com cautela

Segundo o especialista, na maioria dos casos não há necessidade de adubação de cobertura nas pastagens de safrinha. O residual de nutrientes deixado pela cultura anterior geralmente é suficiente para o estabelecimento inicial do capim.

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Outro fator limitante é o regime de chuvas, que tende a ser menor nesse período, reduzindo a eficiência da adubação e o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Suplementação deve considerar qualidade da forragem da ILP

Mesmo no período seco, os pastos formados em sistemas ILP mantêm alto valor nutritivo, com características próximas às pastagens de verão. Isso exige ajustes na suplementação animal para equilibrar o desempenho do rebanho.

O especialista reforça que a oferta de suplemento deve ser compatível com a qualidade da forragem disponível, evitando desperdícios e melhorando a eficiência alimentar do sistema.

Manejo correto garante palhada e sustentabilidade do sistema

Ao final do ciclo de pastejo, é fundamental evitar o uso excessivo da área. Deve permanecer um volume residual de forragem suficiente para a formação de palhada, etapa essencial para o plantio direto da cultura seguinte.

A recomendação técnica é manter entre 3 e 5 toneladas de matéria seca por hectare após a saída dos animais, garantindo boa cobertura do solo, maior retenção de umidade e controle eficiente de plantas daninhas.

ILP se consolida como estratégia de intensificação sustentável

A correta condução dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária reforça o potencial da ILP como ferramenta de intensificação sustentável no agronegócio brasileiro.

Com manejo técnico adequado, o produtor consegue maximizar o uso da área ao longo do ano, aumentar a produtividade animal e agrícola e ainda melhorar a saúde do solo, tornando o sistema mais resiliente frente às variações climáticas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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