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Consórcio entre milho e braquiária é uma das alternativas para driblar a oscilação do clima no campo

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Com o desafio do clima, o produtor rural precisa aprimorar suas práticas de produção a cada safra, como também, analisar as alternativas que oferecem o melhor resultado genético em seu planejamento para a próxima safrinha. Esse tem sido um dos principais temas do XVII Seminário Nacional de Milho Safrinha – Preservar e Produzir, evento organizado pela Fundação MS, que aconteceu de 28 a 30 de novembro, pela primeira vez em Campo Grande (MS).

“Clima sempre foi um desafio ao produtor rural, porém, vimos recentemente informação do Observatório Europeu que considerou 2023 como o ano mais quente dos últimos 125 mil anos”, informa André Figueiredo, engenheiro agrônomo e diretor técnico da KWS Sementes América do Sul, que foi palestrante do evento. Ele contextualiza ainda, que um estudo analisou as 95 culturas mais relevantes para a segurança alimentar em todo o mundo. E, devido as mudanças climáticas, 45 dessas sofrerão um alto impacto produtivo nas próximas três décadas.

“Nesse cenário, existem dois fatores para o produtor rural, que é estar atento a oferta de híbridos com melhoramento genético, como também alternativas de manejo”, diz Figueiredo. Com alternativa cita o consórcio milho e braquiária como prática agronômica para melhoria de pontos físicos, químicos e biológicos do solo.

“Entendemos que o consórcio milho e braquiária será uma ferramenta indispensável para que o agricultor consiga mitigar as oscilações de clima e efeitos climáticos”, comenta o especialista. Esse consórcio permite especialmente a formação de uma palhada de cobertura que diminui o impacto da chuva no solo, como também erosão, além de reduzir a temperatura do solo. “Há um grande impacto no desenvolvimento das raízes do milho, o que está diretamente relacionado com seu resultado produtivo”, afirma.

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Todas as alternativas sugeridas durante o evento, a fim de mitigar o efeito do clima nas lavouras, passam pela pesquisa. Segundo o diretor executivo da Fundação MS, Alex Melotto, em Mato Grosso do Sul há muitas áreas para expansão agrícola, que geram oportunidades com um o sistema de produção bem desenvolvido. O volume de tecnologia disponível é grande, então tem muita pesquisa, muitos resultados, isso tudo faz com que o agricultor tenha as ferramentas que precisa, na mão, pra fazer um bom milho safrinha, por exemplo.

“O insumo mais importante do nosso sistema é água, o nosso principal desafio é a janela fértil, a dificuldade é a chuva disponível para essa cultura, e em algumas regiões do Estado, temos de lidar com a geada. Então ter um bom manejo de variedades de soja e de milho para conseguir plantar o material certo, na hora certa, no local certo, é fundamental para o sucesso da cultura”, explica Melotto.

Para o agrônomo e gerente da Unidade Copasul de Deodápolis, Murilo Barbosa, a safrinha de Mato Grosso do Sul, vem evoluindo muito nos últimos dez anos, e entre as alternativas para driblar a oscilação climática, está a construção do perfil de solo. “Um dos motivos é a melhora da fertilidade do solo, em que o produtor vem buscando maiores investimentos, já que o milho se trata de uma cultura muito exigente em fertilidade do solo e exige um bom manejo nutricional de adubação dentro do sistema. Então, o produtor vem se tecnificando. Antigamente a gente plantava milho safrinha para colher 50 sacas, 60 sacas, 80 sacas em um ano bom. Hoje tem muito produtor fechando 120 a 140 sacas por hectares, em grandes áreas. O patamar de nível de produtividade e evolução dos últimos anos aumentou muito”.

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Ele complementa sinalizando que dentro da Copasul, haviam cooperados que só plantavam soja, e desconsideravam o milho por não se viabilizar altas produtividade. “E devido a todo um trabalho da construção de perfil de solo, uso de plantas de cobertura, rotação de culturas e consorciação ao longo dos anos, hoje é possível vencer os desafios da região sul do estado, as adversidades climáticas e colher acima de 100 ou 120 sacas por hectare. Algumas dessas áreas há pouco tempo eram improdutivas para milho”.

Dentro desse cenário de desafios ao agricultor, o diretor executivo da Fundação MS confirma que o XVII Seminário Nacional do Milho Safrinha, contribuirá positivamente para planejamento da safrinha 2024. “O Seminário está extremamente focado, com uma programação muito completa, e tem uma peculiaridade que é grande o número de agricultores na plateia, e satisfeitos com o conteúdo apresentado para eles, dizendo que podem transferir isso para as suas propriedades, que vão melhorar as ferramentas de manejo e gestão das propriedades com conteúdo aplicado no Seminário.

O XVII Seminário Nacional de Milho Safrinha Preservar e Produzir é realizado pela Fundação MS, com promoção ABMS, apoio científico da Embrapa e correalização da AprosojaMS.

Fonte: Agro Agência Assessoria

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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