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Conselho da Pessoa com Deficiência empossa Mesa Diretora presidida por jornalista autista

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O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) elegeu e empossou, nesta sexta-feira (23), a nova Mesa Diretora que conduzirá os trabalhos do colegiado no biênio 2025/2027. A solenidade contou com a presença de representantes do poder público, da sociedade civil, além de conselheiros e secretários municipais.

A chapa “Conselho Inclusivo” foi eleita por unanimidade em votação conduzida pela presidente da Comissão Eleitoral, Roselene Garcia de Souza. A nova diretoria é composta pelo jornalista Ulisses Lalio Pereira Barros, que é pessoa autista, como presidente; Josélia Maria Paz de Almeida Tibaldi, vice-presidente; Leonardo Guimarães Zara, 1º secretário; e Juarez de Almeida Albues, 2º secretário.

Também participaram da cerimônia o presidente da Associação dos Cegos de Mato Grosso (AMC), Luciano Marcelo de Campos, o promotor de Justiça Daniel Balan Zappia, da 34ª Promotoria do Ministério Público, bem como, os secretários municipais Hélida Vilela, titular da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, e Andrico Xavier, secretário adjunto de Inclusão, ambos membros do Conselho.

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Em seu discurso de posse, o presidente eleito Ulisses Lalio destacou o caráter histórico e coletivo do CMDPD, ressaltando a importância de reconhecer o trabalho desenvolvido por ex-conselheiros e ex-conselheiras ao longo dos anos. “Este Conselho não começa hoje. Ele continua hoje, mais forte, mais diverso e mais consciente do seu papel estratégico na cidade de Cuiabá”, afirmou.

Ulisses enfatizou o protagonismo das pessoas com deficiência na formulação e gestão das políticas públicas. Segundo ele, a inclusão verdadeira acontece quando essas pessoas ocupam os espaços de decisão. “Pessoas com deficiência não são apenas destinatárias de políticas públicas. São protagonistas, formuladoras e lideranças”, pontuou.

Durante seu discurso, o presidente também destacou avanços recentes na política municipal de inclusão, como a ampliação da equipe técnica da área, que passou de três para vinte profissionais em 2025, fortalecendo o atendimento à população. Ele reconheceu ainda a atuação de gestores com deficiência na administração municipal, ressaltando que a diversidade contribui para políticas públicas mais eficazes, empáticas e conectadas com a realidade.

Entre os compromissos da nova gestão, Ulisses elencou o fortalecimento do CMDPD como espaço de escuta ativa, a qualificação do debate técnico, a ampliação da articulação intersetorial e a defesa da acessibilidade como política transversal. “A inclusão não se constrói com improviso. Ela exige planejamento, dados, orçamento e, sobretudo, humanidade”, concluiu.

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A nova Mesa Diretora assume com a missão de ampliar o protagonismo do Conselho e contribuir para a construção de uma Cuiabá mais acessível, justa e inclusiva para todas as pessoas com deficiência.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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