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Recorde de Aberturas de Mercados Impulsiona Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro

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O primeiro semestre de 2024 marcou um marco histórico para o comércio exterior do agronegócio brasileiro, com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abrindo um total de 72 novos mercados em apenas seis meses. Este número representa um avanço significativo em comparação aos registros anteriores de 35 e 53 novas aberturas nos anos de 2019 e 2022, respectivamente.

Junho foi particularmente destacado, com a abertura de 26 mercados em 13 países, correspondendo a 32% de todas as novas aberturas realizadas até o momento neste ano. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a conquista, destacando que o Brasil atingiu um total de 150 mercados abertos para produtos agropecuários, abrangendo todos os continentes.

Os acordos incluem uma variedade de produtos, desde pescados de cultivo até carne suína, passando por sementes de hortaliças e proteínas processadas de aves. Essas iniciativas têm não apenas fortalecido as exportações brasileiras, que já representam 49,6% do total nos primeiros cinco meses deste ano, gerando US$ 67,17 bilhões em receita, mas também aumentado a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

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O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, destacou o esforço contínuo do governo em facilitar a exportação e abrir novas oportunidades para os produtores rurais brasileiros, cumprindo os objetivos estabelecidos pelo presidente Lula e pelo ministro Fávaro. A colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores tem sido fundamental para alcançar esses resultados positivos desde o início do terceiro mandato do presidente Lula em 2023 e a gestão do ministro Fávaro no Mapa.

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Evolução dos Mercados e Países Atendidos (2019-2024)
  • 2019: 35 mercados | 18 países
  • 2020: 74 mercados | 24 países
  • 2021: 77 mercados | 33 países
  • 2022: 53 mercados | 26 países
  • 2023: 78 mercados | 39 países
  • 2024: 72 mercados | 30 países (até o momento)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

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No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

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El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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