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Conheça os dez maiores portos do mundo

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O modal marítimo responde por cerca de 90% da movimentação de cargas no mundo. Não é à toa, portanto, que os portos têm papel fundamental no comércio internacional.

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, os dez maiores portos do mundo controlam grande parte da movimentação financeira no comex. “A maior parte desses portos está na China, o que se deve a uma combinação de fatores estratégicos, econômicos e geográficos”, afirma.

Confira os dez maiores portos do mundo considerando-se valores de importação e exportação:

  1. Xangai (China) – O maior porto do mundo está em Xangai e movimentou, em 2022, mais de 47 milhões de TEUs em tráfego. “Esse porto serve o Delta do Rio Yangtze, que é o maior centro econômico da China e alberga a maior concentração de produção avançada, de acordo com a CCID Consulting”, explica Hofstatter.
  2. Cingapura (Cingapura) – O segundo colocado no ranking movimenta mais de 37 milhões de TEUs em razão de sua localização, que permite a seu porto servir como o maior centro de transbordo do mundo. “As mercadorias produzidas em outros lugares da Ásia são descarregadas em navios maiores em Singapura e enviadas para a Europa, aproveitando a eficiência e a profundidade do porto”, afirma o CEO da Logcomex.
  3. Ningbo-Zhoushan (China) – O terceiro maior porto do mundo tem movimentação de 33,35 milhões de TEUs e serviu como alternativa ao porto de Xangai quando a cidade foi atingida pelos bloqueios da COVID. Além disso, a região ao redor é um importante polo industrial e comercial.
  4. Shenzhen (China) – A área do porto, Delta do Rio das Pérolas, abrigou a primeira zona econômica especial da China, uma ilha onde o país poderia experimentar abertura econômica. “É através do porto de Shenzhen que os produtos manufaturados chineses são despachados e iniciam a sua viagem para o resto do mundo”, conta Hofstatter. O porto movimentou 30,03 milhões de TEUs em 2022.
  5. Qindao (China) – Com movimentação de 25,67 milhões de TEUs, este porto se localiza na terceira maior província da China em termos de PIB, tendo recebido investimentos diretos de países como Japão e Coreia do Sul. Tem ampla variedade de capacidades de movimentação de carga, como carvão, minério de ferro, petróleo bruto e contentores.
  6. Guangzhou (China) – Localizado em uma das cidades mais ricas da China, também serve outras megacidades. Em 2022, sua movimentação totalizou 24,863 milhões de TEUs. Entre suas principais exportações estão o chá, a seda, o papel, o cobre, o ferro, o ouro e a prata.
  7. Busan (Coreia do Sul) – Tendo movimentado 22,08 milhões de TEUs, Busan possui instalações logísticas avançadas, contribuindo para sua reputação como importante centro logístico e comercial. Além disso, sua capacidade de lidar com grandes volumes de carga e a eficiência nas operações solidificam sua posição entre os maiores portos do mundo.
  8. Tianjin (China) – Maior porto do norte da China, Tianjin serve a capital Pequim, além dos portos secos em todo o interior do país asiático, que estão ligados por meio de uma extensa rede ferroviária. Com movimentação de 22,02 milhões de TEUs, o porto de Tianjin também está conectado a uma extensa rede de transporte terrestre, que inclui ferrovias e rodovias.
  9. Hong Kong (China) – Movimentou 16,69 milhões de TEUs ao longo de 2022 e se mantém como uma das artérias fundamentais que ligam a potência asiática ao resto do mundo. “É conhecido por sua importância histórica e como um centro financeiro e de comércio exterior”, define Hofstatter.
  10. Rotterdam (Holanda) – Situado na desembocadura do rio Reno, é um ponto crucial para o comércio internacional na Europa, abrigando uma ampla variedade de instalações, que incluem terminais especializados para contêineres, carga a granel, produtos químicos e petróleo. Movimentou mais de 14 milhões de TEUs em 2022.
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Fonte: Assessora de Comunicação Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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