AGRONEGÓCIO

Conheça a alternativa sustentável para o uso de fertilizantes na agricultura

Publicado em

A qualidade de minerais e outros nutrientes no solo são importantes para um bom desenvolvimento da plantação. Tradicionalmente na agricultura brasileira, a adubação do solo é feita com uso de fertilizantes solúveis que, em sua maioria, são importados de mais alto custo e não renovam o solo. Uma estratégia que tem se mostrado eficaz e sustentável é a remineralização do solo.

Os remineralizadores, também conhecidos como pó de rocha, são produzidos a partir da fragmentação de rochas com características específicas, sem transformação química, que melhoram a qualidade do solo e a produtividade das culturas. A sua atuação acontece de forma estratégica proporcionando uma maior disponibilidade de nutrientes de plantas fixados ao solo. Desse modo, tanto os macros quanto os micronutrientes são repostos no solo de forma gradativa para a plantação. Geralmente, as rochas utilizadas nesse processo são ricas em nutrientes como: fósforo, cálcio, potássio e magnésio.

A incorporação dos remineralizadores no manejo na agricultura garante um solo com melhor qualidade e com melhor atividade biológica, o que será observado nos resultados finais da plantação.

Uma solução nacional

Em um cenário econômico em que o preço do dólar torna ainda mais caro a importação de fertilizantes e nutrientes, como o potássio, nitrogênio e o fósforo, encontrar opções nacionais de fertilização do solo é a melhor solução para os produtores rurais. E o Brasil tem investido na criação de remineralizadores, inclusive com produção na Bahia, como é o caso do Vulcano, primeiro remineralizador certificado pelo MAPA no Nordeste e produzido na Bahia pelo Grupo V, que é resultado da união da Civil Mineração com o Grupo Novavia.

Leia Também:  Confinamento da MFG Agropecuária Tem Menor Taxa de Mortalidade do Brasil

Idimar Barreto Filho é um dos agricultores que resolveu apostar nos remineralizadores em sua plantação de cafés especiais, localizada em Barra do Choça, na Bahia. “Começamos a usar o produto no ano passado e repetimos esse ano. Tenho observado alguns benefícios na lavoura: plantação com mais vigor, aparição de elementos minerais no solo durante uma análise que antes não estava disponível”, afirma.

Os benefícios também foram percebidos pelo produtor rural Vinicius Cansanção. Ele já vem trabalhando com o uso de remineralizadores, sempre buscando uma diversificação para o uso em sua plantação. “Iniciamos a aplicação do Vulcano na safra passada e estamos acompanhando com análises de solo e também análise visual das plantas. Nas análises do solo, já verificamos um certo equilíbrio em pH e melhoria de minerais”, revela o produtor rural.

Uma necessidade brasileira

O uso de remineralizadores e de outros fertilizantes é muito importante na agricultura brasileira, pois os solos no Brasil são bastante intemperizados e, consequentemente, ácidos e pobres em nutrientes. De acordo com o pesquisador Nielson Machado, do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), para tornar os solos brasileiros mais produtivos, em geral, são utilizadas quantidades elevadas de fertilizantes, que em média representam de 30% a 40% dos custos variáveis da produção.

Leia Também:  Santa Catarina Investe Mais de R$ 107 Milhões em Políticas Públicas para Agricultura no Primeiro Semestre de 2024

Desse modo, o uso do pó de rocha silicática, a exemplo do Vulcano, como fertilizante é uma alternativa promissora. “O uso de remineralizadores permite ao Brasil diminuir a sua dependência externa de fertilizantes, trazendo benefícios produtivos e econômicos, favorecendo um melhor desempenho da balança comercial”, explica o pesquisador.

Fonte: Comunicativa Associados

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

Published

on

O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

Leia Também:  Diesel recua nos postos do Brasil com produto importado mais barato, diz ValeCard

Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

Leia Também:  Ministério da Agricultura moderniza emissão de certificados sanitários para exportação

A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA