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Ministério da Agricultura moderniza emissão de certificados sanitários para exportação

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Em uma iniciativa para modernizar e agilizar os procedimentos de certificação sanitária, o Ministério da Agricultura anunciou nesta quarta-feira (03.04) a implementação da assinatura eletrônica para a emissão de Certificados Sanitários Nacionais (CSN), documento crucial para o trânsito no território nacional de produtos de origem animal destinados à exportação.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério, essa medida é parte de uma estratégia maior de modernização, com a próxima etapa já em desenvolvimento: a implementação da extensão para a emissão de Certificados Sanitários Internacionais (CSI), seguindo as negociações e aceitação dos países importadores.

A implementação da assinatura eletrônica tem como objetivo principal agilizar o processo de emissão dos certificados, o que não só garante uma melhor rastreabilidade dos produtos como também oferece maior segurança tanto para os servidores públicos envolvidos quanto para as empresas exportadoras.

Durante a apresentação da ferramenta em Brasília, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a importância desse avanço: “O certificado sanitário assinado eletronicamente trará maior confiabilidade, segurança e transparência no processo de certificação emitido pelo Brasil”.

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Desenvolvida pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e pela Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI) no âmbito do Sistema SIGSIF (Sistema de Informação Gerencial do Serviço de Inspeção Federal), a nova ferramenta representa uma mudança significativa na rotina dos auditores fiscais federais agropecuários – médicos veterinários, que agora poderão realizar a assinatura eletrônica, eliminando a necessidade de imprimir, carimbar e assinar fisicamente centenas de certificados diariamente.

Para as empresas exportadoras, a implementação da assinatura eletrônica traz benefícios como a facilitação e desburocratização do processo, permitindo o acesso imediato ao documento e a sua impressão para apresentação aos órgãos de fiscalização do Brasil e dos países importadores.

Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária, destacou a importância desse avanço: “É um momento histórico, um salto gigantesco que estamos promovendo para a facilidade de comércio no Brasil”.

Além da assinatura eletrônica, os certificados contam ainda com código de autenticidade e com QR Code, o que permite a verificação instantânea da veracidade do documento.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), elogiou a iniciativa e ressaltou o impacto positivo para as empresas: “A gente ganha horas e minutos preciosos de competitividade. Isso aqui é dinheiro na veia do Brasil, porque a gente consegue ser mais competitivo e mais rápido”.

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Fonte: Pensar Agro

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Café fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional

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O mercado internacional de café encerrou o mês de maio com movimentos distintos entre os contratos de arábica e robusta, refletindo fatores de oferta global, câmbio e ritmo da colheita brasileira. Enquanto o café arábica acumulou perdas na Bolsa de Nova York, o robusta registrou valorização em Londres, cenário que também impactou diretamente o mercado físico brasileiro.

Segundo análise de Safras & Mercado, a pressão sobre os preços do arábica esteve ligada às expectativas de uma safra recorde brasileira, além das projeções de aumento da produção mundial no ciclo 2026/27.

A previsão dos adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta crescimento da oferta global, com destaque para Brasil, Colômbia e Vietnã. O cenário reforçou a percepção de maior disponibilidade de café no próximo ciclo comercial e contribuiu para o viés baixista dos contratos futuros em Nova York.

Além da perspectiva de maior oferta, a volatilidade financeira internacional e a valorização do dólar frente ao real também pesaram sobre as cotações. Até o fechamento de 28 de maio, o dólar comercial acumulava alta de 1,6% no mês, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

No acumulado de maio, o contrato julho/2026 do café arábica na Bolsa de Nova York recuou 6,3%, saindo de 285,55 centavos de dólar por libra-peso no fim de abril para 267,65 centavos na manhã desta sexta-feira (29).

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Robusta sobe com estoques baixos e atraso na colheita brasileira

Na contramão do arábica, o café robusta apresentou valorização na Bolsa de Londres durante maio. Entre os fatores de sustentação estiveram os baixos estoques certificados no terminal londrino e o atraso da colheita brasileira, especialmente do conilon.

De acordo com Safras & Mercado, os primeiros relatos de produtividade abaixo do esperado nas lavouras brasileiras também deram suporte às cotações internacionais. O mercado ainda acompanhou o impacto do feriado na Indonésia e a lentidão das vendas no Vietnã, dois importantes players globais do segmento robusta.

No acumulado mensal, o contrato julho do robusta em Londres registrou alta de 4,1%.

Mercado físico brasileiro acompanha comportamento das bolsas internacionais

No Brasil, o mercado físico refletiu os movimentos observados no exterior, com queda nos preços do arábica e avanço do conilon.

O analista Gil Barabach destaca que o setor vive um período de transição entre safras, com a chegada dos cafés da safra nova ao mercado enquanto ainda há remanescentes da temporada anterior sendo comercializados.

Segundo ele, o mercado do arábica opera atualmente em duas realidades distintas. O café da safra 2026, especialmente nas melhores descrições, já é negociado em torno de R$ 1.500,00 por saca, valor mais de R$ 200 inferior aos preços praticados para os lotes remanescentes da safra 2025.

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“O comprador busca prioritariamente café novo, que neste momento é o produto que efetivamente está formando o mercado”, avalia Barabach.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, referente à safra velha, acumulou desvalorização de 3,3% em maio, passando de R$ 1.790,00 para R$ 1.730,00 por saca na base de compra.

Já o conilon tipo 7, negociado em Vitória (ES), apresentou forte valorização no período. O produto subiu 9% ao longo do mês, avançando de R$ 890,00 para R$ 970,00 por saca na base de compra até 28 de maio.

Mercado de café segue atento ao clima, colheita e ritmo das exportações

Os próximos movimentos do mercado cafeeiro devem continuar sendo influenciados pelo avanço da colheita brasileira, pelas condições climáticas e pela confirmação do potencial produtivo das principais origens globais.

O comportamento do dólar, a demanda internacional e os níveis de estoques certificados também permanecem no radar dos agentes do setor, especialmente diante da diferença crescente entre os mercados de arábica e robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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