AGRONEGÓCIO

Congresso Internacional do Trigo reunirá especialistas no Rio de Janeiro para discutir os rumos do setor em 2025

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Setor do trigo enfrenta um ano desafiador

A cadeia do trigo no Brasil atravessa um 2025 marcado por incertezas econômicas, climáticas e logísticas. A volatilidade cambial, os riscos com o clima e as dificuldades de armazenamento e transporte têm exigido atenção redobrada por parte da indústria. Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) promove, de 20 a 22 de outubro, a 32ª edição do Congresso Internacional da Indústria do Trigo.

O evento será realizado no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ), e reunirá representantes de toda a cadeia produtiva, do Brasil e do exterior.

Reflexão estratégica sobre o futuro da cadeia tritícola

Segundo o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, o congresso vai além de análises de mercado, propondo discussões estratégicas sobre os caminhos do setor.

“Mais uma vez, teremos um congresso que vai além da análise do mercado. Nossa proposta é promover reflexões estratégicas sobre a competitividade do setor, os avanços tecnológicos, as novas exigências do consumidor e o posicionamento do trigo na sociedade. O momento exige atualização, diálogo e colaboração entre todos os elos da cadeia”, destaca Barbosa.

Programação aborda economia, tecnologia, consumo e mercado global

A programação do congresso terá início com uma palestra inaugural que discutirá o atual cenário econômico e geopolítico. Participam da abertura o cientista político e jornalista Gustavo Segré e a economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting.

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No segundo dia, os debates giram em torno dos impactos da reforma tributária sobre o setor tritícola. Em seguida, o painel “A Competitividade do Negócio Trigo” analisará os principais gargalos e oportunidades da cadeia diante das condições econômicas e produtivas atuais.

Outro destaque da programação será o painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a Indústria do Trigo”, que abordará o uso de inteligência artificial e automação como ferramentas para modernização dos processos industriais.

Mudanças no perfil do consumidor e tendências de mercado em destaque

O terceiro dia de congresso, 22 de outubro, trará o painel “A Farinha de Trigo no Novo Mercado Consumidor”, com reflexões sobre as mudanças no comportamento do consumidor, as novas demandas alimentares e o reposicionamento da farinha de trigo frente às tendências de saúde, nutrição e conveniência.

Fechando o evento, o painel “O Mercado do Trigo” apresentará um panorama atualizado sobre a produção e o comércio do grão no Brasil e no cenário internacional, com foco em projeções e tendências globais.

Feira de Negócios e presença internacional

Além das palestras e debates, o Congresso contará com uma Feira de Negócios voltada à indústria do trigo, reunindo empresas de máquinas, equipamentos, tecnologias e soluções especializadas.

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O evento será também um importante espaço de networking, conectando produtores, moinhos, indústrias de derivados, representantes do varejo e da panificação, entidades do agronegócio, governo e delegações internacionais de países como Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Canadá, China, Turquia e União Europeia.

Inscrições abertas

As inscrições e informações completas sobre o evento estão disponíveis no site oficial: www.congressoabitrigo.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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