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Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal inicia em Viçosa com foco no futuro da agricultura

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Teve início em Viçosa, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o XIX Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal, um dos mais importantes encontros científicos da área no país. A cerimônia de abertura, realizada no dia 7 de outubro no Auditório Fernando Sabino, marcou o início de uma semana de intensos debates e apresentações científicas, que se estenderão até o dia 11. O congresso conta com a participação de mais de 700 pessoas, entre estudantes, pesquisadores e profissionais do setor.

Cerca de 60% dos participantes são estudantes de graduação e pós-graduação, evidenciando o forte viés acadêmico do evento e sua relevância para o desenvolvimento da agricultura e da sustentabilidade. Representantes de 21 estados brasileiros e de 10 países estão presentes, com destaque para Argentina e Chile.

Durante a cerimônia, o reitor da UFV, Demétrius David da Silva, destacou o orgulho da instituição em sediar o congresso, especialmente neste momento em que a universidade se aproxima de seu centenário. “É um privilégio para a UFV ser a sede deste evento de grande importância para a comunidade científica”, afirmou o reitor, ressaltando o papel central da UFV no avanço do conhecimento agronômico no Brasil.

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O presidente da Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal (SBFV), Paulo Eduardo Ribeiro Marchiori, ressaltou os desafios enfrentados na organização do congresso, principalmente devido aos cortes de verbas, e destacou o apoio das empresas patrocinadoras, sem o qual o evento não seria possível. “Sem a colaboração dessas empresas, não seria possível realizar este congresso”, afirmou.

A primeira palestra do congresso foi proferida pelo Dr. John Lunn, renomado cientista no campo da biologia vegetal. Em sua apresentação, intitulada “Global Changes for Plant Biology in the 21st Century”, ele abordou as implicações das mudanças climáticas para a agricultura e a biologia das plantas, oferecendo possíveis soluções para a manutenção da produtividade em um cenário de incertezas climáticas globais.

Ao longo da semana, o congresso seguirá com uma programação intensa de debates, apresentações de pesquisas e troca de experiências, consolidando-se como um dos principais fóruns voltados à inovação e ao desenvolvimento de soluções no campo da fisiologia vegetal.

Fonte: Portal do Agronegócio + Agro & Prosa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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