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Congresso Andav 2025 reunirá 250 marcas para apresentar lançamentos e inovações no mercado de insumos agropecuários

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O Congresso Andav 2025 acontecerá entre os dias 5 e 7 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, reunindo 250 marcas nacionais e internacionais. O evento destacará a importância estratégica do setor de Distribuição de Insumos Agropecuários para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, promovendo o acesso a informação, tecnologia e novos produtos para o campo.

Diversidade de expositores e soluções apresentadas

Entre os expositores estão empresas das áreas química, defensivos, soluções biológicas, sementes, nutrição animal, saúde animal, equipamentos, agentes financeiros, agtechs, fintechs, consultorias, logística, tecnologia, agricultura de precisão e automação comercial, entre outras. O evento é promovido pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organizado pela Zest Eventos.

Patrocínio de grandes empresas do setor

O Congresso conta com o patrocínio de importantes empresas, como Basf, Bayer, GiroAgro, Ourofino, Syngenta, Ceres Agrobank, Ecoagro e Aliare.

Perspectiva das empresas expositoras

Marcelo Ros, gerente de Acesso ao Mercado da Basf, ressalta a relevância do evento para aproximar parceiros e alinhar ofertas às necessidades do agricultor. A Basf apresentará, entre outros lançamentos, o inseticida Efficon® para controle de insetos na cultura do milho e a linha de fungicidas Belyan®, Blavity® e Keyra®, parte do programa Escudo Verde para manejo de doenças fúngicas na soja.

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Para a Bayer, a distribuição de insumos é “uma locomotiva do agronegócio”, segundo Jeferson Oliveira, gerente executivo da empresa, que destaca o Congresso como um espaço fundamental para atualização e crescimento do setor.

Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, vê o evento como essencial para networking e inovação, e apresentará soluções em fertilizantes líquidos de alta concentração e bioinsumos da VIVAbio para a safra 2025/26.

José Frugis, diretor comercial da Ourofino Agrociência, afirma que o Congresso fortalece parcerias e apresenta o fungicida Dotte, desenvolvido para o controle da ferrugem-asiática na soja, reforçando o compromisso da empresa com a inovação e a agricultura tropical.

André Savino, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos Brasil, anunciará a tecnologia TYMIRIUM®, uma molécula nematicida e fungicida para tratamento de sementes e aplicação no solo, fruto de mais de 10 anos de pesquisa e desenvolvimento.

Expectativa de público e estrutura do evento

O Congresso espera receber cerca de 15 mil profissionais qualificados, incluindo distribuidores, agrônomos, consultores, pesquisadores e especialistas. Serão mais de 24 mil m² divididos em quatro pavilhões, onde os visitantes poderão conhecer lançamentos que promovem aumento da produtividade, eficiência, conectividade e sustentabilidade na agricultura nacional.

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Programação da Plenária e temas em debate

Com o tema central “Agroeconomia Brasileira: A Força que Transforma”, a Plenária do Congresso Andav contará com palestras, painéis e atividades focadas nos desafios e soluções do agronegócio. Entre os temas em destaque estão a eficiência da distribuição, sustentabilidade, digitalização do campo, gestão e o papel do Brasil na segurança alimentar mundial.

Quatro painéis temáticos discutirão ainda a COP 30 no Brasil, acesso ao mercado com foco no distribuidor, inovação e tecnologia, além de crédito na distribuição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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