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Confira o que abre e fecha em Cuiabá no feriado de Nossa Senhora da Imaculada Conceição

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Exceto no caso de atividades consideradas essenciais, os órgãos públicos vinculados à Prefeitura de Cuiabá não terão expediente no feriado municipal desta segunda-feira (8), que evidencia a devoção religiosa em celebração a Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Os atendimentos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e nas Policlínicas estão mantidos, exceto nos postos de saúde. Também serão mantidas as atividades da Defesa Civil, bem como a fiscalização e a orientação do trânsito.

O comércio, tanto as lojas de rua quanto as de shoppings, poderá funcionar normalmente, de acordo com os entendimentos estabelecidos entre os sindicatos do setor patronal e laboral. A abertura das lojas é opcional, mas, para aquelas que decidirem abrir, é fundamental seguir as regras de remuneração previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que determina pagamento em dobro pelas horas trabalhadas no feriado, incluindo as comissões de vendas.

As instituições bancárias e os órgãos estaduais também não terão expediente no feriado.

O expediente será retomado normalmente na terça-feira (9), a partir das 8h.

Espaços turísticos e de lazer

O Mercado Antônio Moisés Nadaf, conhecido como Mercado do Porto, funcionará até as 13h no feriado. A partir de terça-feira (9), o espaço seguirá com atendimento normal das 7h às 18h, inclusive aos sábados e domingos.

Já os atrativos turísticos localizados na Orla do Porto, como o Museu do Rio e o Aquário Municipal, não funcionarão no feriado desta segunda-feira (8). O Aquário Municipal Justino Malheiros é normalmente fechado às segundas-feiras para manutenção, mas, de terça a domingo, funciona das 9h às 18h, com entrada gratuita.

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O Museu da Imagem e do Som Lázaro Papazian (MISC) e o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha também não funcionarão. A partir de terça-feira (9), o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha estará aberto das 8h às 12h e das 13h às 17h, com fechamento de uma hora para almoço.

Parques Municipais

O Parque Tia Nair, localizado na Avenida Érico Preza, no bairro Jardim Itália, oferece opções gratuitas de lazer, como pista de caminhada e mirante com vista para o lago. O parque permanece aberto das 5h às 22h, todos os dias da semana.

Já o Parque das Águas, considerado um dos principais pontos turísticos da capital, tem acesso gratuito ao público. O local pode ser acessado pelo Centro Político Administrativo (em frente à Assembleia Legislativa), pelo bairro Paiaguás e pela Avenida Dr. Hélio Ribeiro. O parque funciona das 5h às 23h, diariamente.

Programação religiosa

A Solenidade da Imaculada Conceição é uma data em que os fiéis da Igreja Católica celebram, com alegria, durante o período do Advento, o dogma segundo o qual a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o momento de sua concepção.

Confira a programação nas principais paróquias da capital:

Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá – As Santas Missas serão celebradas às 6h30 e às 18h30. Neste dia, a Catedral permanecerá aberta somente nos horários das missas.

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Paróquia Divino Espírito Santo – A Santa Missa será celebrada às 7h na Igreja Matriz. Às 5h, inicia-se a Alvorada, seguida do Ofício da Imaculada e do Chá com Bolo na Comunidade Imaculada Conceição, no CPA 3, Setor 4. A concentração para a procissão será às 18h.

Paróquia São João Bosco – A Festa da Imaculada Conceição começa no dia 5 e segue até 7 de dezembro. A Santa Missa será celebrada às 19h.

Paróquia Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças – A programação na igreja matriz inicia às 6h, com a Santa Missa. Às 9h, tem início a Hora da Graça, com Cenáculo Mariano, oração do Terço da Misericórdia e da Rosa Mística. Ao meio-dia, haverá a Santa Missa pela Hora da Graça Universal. Às 19h30, será celebrada a Santa Missa em comemoração aos 46 anos da elevação da Medianeira ao título de Paróquia.

Outras paróquias como: Coração Imaculado de Maria terá santa missa às 7h; Nossa Senhora Aparecida (Coxipó) terá solenidade às 19h30; Nossa Senhora da Medalha Milagrosa terá missa às 19h30 e a Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe terá santa missa às 19h na Comunidade Nossa Senhora da Penha.

A Paróquia Sagrada Família terá santa missa na comunidade e a solenidade ocorrerá após a procissão luminosa, às 18h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Clima causa perdas de R$ 455,5 bilhões e ameaça infraestrutura do agro

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Estradas interrompidas, pontes destruídas, lavouras inundadas, reservatórios vazios e falhas no fornecimento de energia transformaram o clima em um dos principais riscos à produção agropecuária brasileira. Entre 2015 e 2024, eventos extremos atingiram 84,5% dos municípios do País e provocaram R$ 455,5 bilhões em danos materiais e prejuízos públicos e privados.

Para o produtor rural, as perdas não ficam restritas à porteira. Enchentes, secas, vendavais e deslizamentos também comprometem o transporte de insumos, o escoamento das safras e o funcionamento de armazéns, frigoríficos, cooperativas e agroindústrias. A interrupção de energia ou das telecomunicações pode paralisar sistemas de irrigação, aviários, granjas, ordenha, resfriamento e processamento.

O levantamento do programa AdaptaCidades, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), mostra que 4.708 dos 5.570 municípios brasileiros registraram algum desastre no período analisado. Aproximadamente 1,7 milhão de moradias foram danificadas e outras 293 mil ficaram destruídas.

Os registros oficiais contabilizam 324,6 milhões de ocorrências de pessoas afetadas. O número não representa brasileiros diferentes, porque uma mesma pessoa pode ter sido atingida mais de uma vez ao longo dos dez anos. Desse total acumulado, 113,4 milhões de registros envolvem impactos diretos, como mortes, ferimentos, doenças, desabrigo, desalojamento ou desaparecimento.

A frequência dos episódios também aumentou. Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres associados às chuvas, ante 2.335 durante toda a década de 1990. O avanço de 222,9% foi identificado em estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A agropecuária está entre as atividades mais expostas porque depende diretamente da temperatura, da disponibilidade de água e da regularidade das chuvas. Ao mesmo tempo, grande parte da produção está distante dos principais corredores logísticos e utiliza estradas municipais com pouca pavimentação, drenagem insuficiente e manutenção irregular.

Quando uma estrada rural deixa de oferecer condições de tráfego, fertilizantes, sementes, defensivos, rações e combustíveis não chegam às propriedades no momento necessário. No sentido contrário, leite, frutas, hortaliças, animais e grãos podem não alcançar as unidades de beneficiamento, os frigoríficos ou os portos dentro dos prazos comerciais.

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As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul mostraram a dimensão desse risco. Somente a agricultura e a pecuária acumularam perdas superiores a R$ 5,3 bilhões nos municípios que declararam situação de emergência. O desastre também atingiu cooperativas, silos, agroindústrias, rodovias, pontes e estruturas utilizadas para armazenar e transportar a produção.

A exposição não se limita às regiões sujeitas a enchentes. Análise do Banco Central (BC), ao comparar os períodos de 2000 a 2004 e de 2019 a 2023, identificou aumento de temperatura em aproximadamente 4,3 mil municípios e redução das chuvas em outros 4,3 mil.

Nos 558 municípios que apresentaram as maiores quedas de precipitação estavam concentrados R$ 122,5 bilhões em operações ativas de crédito rural em junho de 2024. O valor correspondia a pouco mais de 17% da carteira nacional e mostra que parte relevante do financiamento agropecuário está aplicada em regiões submetidas a alterações no regime de chuvas.

O Brasil elevou os investimentos em infraestrutura para aproximadamente R$ 280 bilhões em 2025, recorde da série acompanhada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). O montante cresceu 3% em relação ao ano anterior, correspondeu a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e teve cerca de 80% dos recursos provenientes do setor privado.

O avanço oferece uma oportunidade para incorporar a adaptação climática aos novos projetos. O volume investido, entretanto, ainda está distante do necessário para superar os gargalos acumulados pelo País. Estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica a necessidade de aproximadamente R$ 550 bilhões por ano, equivalentes a 4,65% do PIB, durante duas décadas.

Isso significa que o investimento atual representa pouco mais da metade do volume anual considerado necessário. O desafio não é apenas ampliar a infraestrutura, mas evitar que obras recém-construídas sejam perdidas ou precisem de reconstrução após a repetição de eventos extremos.

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Os R$ 455,5 bilhões em prejuízos climáticos não devem ser comparados diretamente com os R$ 280 bilhões investidos em infraestrutura. O primeiro valor reúne danos acumulados durante dez anos, enquanto o segundo corresponde aos investimentos de apenas um ano e abrange diferentes setores. Os números, porém, demonstram a pressão simultânea para ampliar a estrutura existente e recuperar aquilo que foi destruído.

No meio rural, a adaptação passa por estradas com sistemas adequados de drenagem, pontes e bueiros dimensionados para volumes maiores de água e redes de energia e comunicação menos sujeitas a interrupções. Armazéns, ferrovias, hidrovias e terminais portuários também precisam considerar os riscos de enchentes, estiagens prolongadas e mudanças nos níveis dos rios.

Dentro das propriedades, práticas de conservação do solo, cobertura vegetal, terraceamento, drenagem, reserva de água, irrigação eficiente e diversificação da produção ajudam a reduzir a vulnerabilidade. O planejamento precisa ser acompanhado por informações meteorológicas, assistência técnica, crédito para adaptação e seguro rural com alcance suficiente para proteger a renda.

O AdaptaCidades foi criado para apoiar Estados e municípios na elaboração de planos de adaptação. Para que os resultados cheguem ao campo, esses projetos precisam contemplar estradas vicinais, travessias, abastecimento de energia, comunicação, armazenamento, defesa civil rural e rotas utilizadas pelo transporte de alimentos e insumos.

O recorde de investimentos representa um ponto de partida, mas o avanço da produção brasileira exigirá infraestrutura preparada para um clima mais instável. Para o produtor, prevenção significa menos dias de máquinas paradas, menor custo logístico, redução das perdas e maior segurança para decidir quanto plantar, investir e contratar.

*Imagem: reprodução/victor da matta noticias/JARDIM ALEGRE – PARANA

Fonte: Pensar Agro

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