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Conectividade no campo: 66,55% da área de cana-de-açúcar no Brasil já conta com acesso à internet móvel

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A conectividade no campo tem se consolidado como um dos pilares da modernização da agricultura brasileira, com a adoção de novas tecnologias que potencializam a produtividade e inovação no setor. Um estudo recente realizado pela ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revelou que 66,55% da área cultivada com cana-de-açúcar no Brasil já possui cobertura de internet móvel 4G ou 5G, permitindo uma transformação significativa na canavicultura. A seguir, destacamos os principais pontos abordados pela pesquisa, que também avalia o impacto da irrigação e os desafios enfrentados para expandir a infraestrutura digital no campo.

Avanços na conectividade na canavicultura

O estudo revelou que 66,55% da área de cana-de-açúcar no Brasil já está coberta por internet móvel de alta velocidade, o que corresponde a mais de 6 milhões de hectares. Este avanço tem contribuído para a implementação de soluções tecnológicas avançadas, como sensoriamento remoto e monitoramento em tempo real, além de facilitar a operação de máquinas autônomas nas lavouras. O Brasil, que conta com 9,3 milhões de hectares de cana na safra 2022/2023, vê na conectividade uma oportunidade de aumentar sua competitividade e inovação no setor agrícola.

Estado de São Paulo lidera a conectividade

São Paulo, maior produtor de cana do Brasil, se destaca com 5,6 milhões de hectares plantados, sendo que 76% dessa área já conta com cobertura de internet móvel. Outros estados produtores, como Minas Gerais e Goiás, apresentam níveis variados de conectividade. Enquanto Minas Gerais atinge 53%, Goiás conta com 37% de cobertura móvel, indicando um grande potencial para expansão da infraestrutura digital nas áreas rurais.

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Municípios mais conectados e desafios regionais

No ranking de municípios com maior conectividade, Fernando Prestes, Novais e Iracemápolis, todos no estado de São Paulo, destacam-se com 100% de cobertura móvel em suas áreas cultivadas com cana. No entanto, grandes produtores de cana como Alto Araguaia (MT) e Itaquiraí (MS) ainda enfrentam desafios, pois suas áreas não possuem conectividade móvel, o que aponta para a necessidade de investimentos em infraestrutura para ampliar a digitalização no campo.

Irrigação e conectividade: uma relação estratégica

A irrigação é um dos fatores que pode alavancar a produtividade agrícola, especialmente em uma cultura como a cana-de-açúcar, que se beneficia de uma gestão hídrica eficiente. No entanto, a adoção dessa prática ainda é limitada, com apenas 1% da área total cultivada com cana no Brasil sendo irrigada. O estudo identificou que municípios como Juazeiro (BA) e Jaíba (MG) são exemplos de áreas que já utilizam a irrigação de forma expressiva e possuem boa cobertura de internet móvel, facilitando a implementação de tecnologias avançadas. Em Juazeiro, 69% da área irrigada tem cobertura 4G ou 5G, enquanto em Jaíba o índice chega a 74%.

Conectividade e produtividade: um diferencial competitivo

A relação entre conectividade e aumento de produtividade é evidente. Municípios como Fernando Prestes (SP), com 100% de cobertura móvel, atingem uma produtividade de 85.000 kg/ha, enquanto Alto Araguaia (MT), sem cobertura digital, registra apenas 47.470 kg/ha. Embora fatores como clima e tipo de solo também influenciem a produção, o estudo destaca que a conectividade tem um papel fundamental na otimização da gestão e no aumento da eficiência.

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Impactos econômicos e sociais da conectividade no campo

A conectividade não apenas impulsiona a produtividade, mas também facilita o acesso a assistência técnica remota, cursos online e outras ferramentas digitais que contribuem para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores rurais. Além disso, o estudo apontou que a ausência de conectividade impacta diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores do campo, dificultando o acesso a serviços essenciais e oportunidades de qualificação. A conectividade, portanto, torna-se um fator crucial para a retenção de talentos e para a sustentabilidade do setor agrícola.

O caminho para a expansão da conectividade no campo

Apesar dos avanços, ainda há desafios significativos a serem superados para garantir que toda a cadeia produtiva de cana-de-açúcar tenha acesso a tecnologias de ponta. A ampliação da conectividade é fundamental não apenas para a modernização da agricultura, mas também para reduzir as desigualdades regionais e fortalecer a posição do Brasil como líder global no setor sucroenergético.

O estudo sobre a conectividade no setor sucroenergético demonstra que a transformação digital no campo é uma realidade crescente, mas ainda há muito a ser feito para garantir que todas as áreas de produção de cana-de-açúcar no Brasil possam aproveitar os benefícios dessa evolução tecnológica. A expansão da infraestrutura digital será essencial para aumentar a competitividade do país e promover o desenvolvimento sustentável do setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Defensivos para milho verão crescem 21% e atingem R$ 2,9 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec Brasil

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para o milho verão registrou forte retomada no ciclo 2025-26, com crescimento de 21% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. O resultado representa avanço em relação à safra anterior, quando o setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento FarmTrak Milho Verão, da Kynetec Brasil.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada e pela maior intensidade no uso de tratamentos fitossanitários nas lavouras brasileiras.

Área maior e mais aplicações sustentam crescimento do mercado

De acordo com o gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, Lucas Alves, o avanço do setor está diretamente relacionado a dois fatores principais: expansão da área cultivada e aumento no número médio de aplicações por propriedade.

A área plantada cresceu 9%, alcançando 3,9 milhões de hectares. Já a média de tratamentos subiu de 17 para 18 aplicações por ciclo, o que representa alta de 6% na intensidade de manejo.

Esses dois movimentos combinados explicam a recuperação do mercado de defensivos no milho verão após ciclos anteriores de menor dinamismo.

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Herbicidas lideram mercado de defensivos no milho

O levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26 aponta que os herbicidas seguem como a principal categoria do segmento, respondendo por 31% do mercado total, o equivalente a cerca de R$ 900 milhões.

Na sequência aparecem:

  • Inseticidas: R$ 826 milhões (28%)
  • Fungicidas: R$ 580 milhões (20%)
  • Tratamento de sementes: 14%
  • Nematicidas: 3%
  • Outros insumos: 4%

No total, essas categorias somam R$ 2,9 bilhões movimentados no ciclo atual.

Uso de fungicidas avança e muda perfil tecnológico das lavouras

Um dos destaques do estudo é o crescimento consistente no uso de fungicidas no milho verão. A adoção passou de 67% na safra 2019-20 para 75% no ciclo mais recente.

O avanço também foi observado em áreas destinadas à silagem, onde a utilização subiu de 24% para 52% no mesmo período.

Segundo Lucas Alves, o comportamento do produtor também vem mudando em relação às tecnologias utilizadas. Os fungicidas do tipo “stroby mix”, que antes dominavam o mercado, perderam espaço para soluções consideradas premium.

Na safra 2019-20, esses produtos representavam 52% da área tratada com fungicidas. No ciclo atual, caíram para 30%, enquanto os produtos premium já respondem por 38% das aplicações.

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Mudança tecnológica reflete busca por eficiência e produtividade

A substituição gradual de tecnologias tradicionais por soluções mais avançadas reflete a busca por maior eficiência no controle de doenças e melhor desempenho agronômico das lavouras.

O estudo indica que os produtores têm adotado estratégias mais intensivas e tecnificadas, acompanhando o avanço da genética do milho e o aumento do potencial produtivo das áreas cultivadas.

Levantamento ouviu quase 2 mil produtores no Brasil

O FarmTrak Milho Verão 2025-26 foi elaborado a partir de cerca de 2 mil entrevistas presenciais com produtores rurais das principais regiões produtoras de milho do país, incluindo:

  • Goiás
  • Mapiba (Maranhão, Piauí e Bahia)
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo

O levantamento reforça o papel do milho verão como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro e evidencia a crescente sofisticação no manejo fitossanitário adotado no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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