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Condutor é flagrado e multado em R$ 25 mil por descarte irregular de pneus em Cuiabá 

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A fiscalização da Prefeitura de Cuiabá integrada ao Juizado Volante Ambiental (Juvam), composta também pela Polícia Militar, flagrou, na manhã desta segunda-feira (28), um motorista descartando irregularmente pneus e resíduos da construção civil em um terreno localizado na região de Ponte de Ferro, na capital.

De acordo com o agente de regulação e fiscalização, Riverson Rondon Barbosa, fiscal da Ordem Pública que integra o Juvam, a infração resultou na lavratura de um termo de vistoria ambiental e na emissão de um auto de infração, com penalidade de multa no valor de R$ 25.367,13.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realização dos trabalhos, e o infrator, que conduzia um Pampa preto sem habilitação, foi conduzido à Delegacia de Meio Ambiente (Dema) para a confecção do boletim de ocorrência. O veículo utilizado no crime ambiental foi apreendido por constatar algumas infrações de trânsito e encaminhado ao pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).

“Durante as diligências, identificamos o descarte irregular de pneus e resíduos da construção civil. Essa infração configura crime ambiental, considerando que o material polui o solo. O enquadramento é o artigo 573 da Lei 04/1992. Avaliamos a vantagem pecuniária, as consequências ao meio ambiente e à saúde humana. Neste caso, a infração constatada, em específico, apresenta três agravantes, sendo considerada uma infração de natureza gravíssima. A penalidade para crimes gravíssimos varia de R$ 25 mil a R$ 1 milhão”, afirmou Riverson.

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O primeiro-sargento da PM, Marcello Amui, informou que a equipe estava a caminho de outra ocorrência quando flagrou o descarte irregular. “Acabamos nos deparando com esse veículo, que seguia em direção ao Coxipó do Ouro. Acompanhamos o trajeto pois já monitoramos essa área, que foi denunciada por descarte irregular de lixo. Flagramos o momento em que o infrator chegou ao local e descartou pneus usados”, afirmou o sargento.

Fiscalização

A Secretaria Municipal de Ordem Pública disponibiliza o contato do Disque-Denúncia, (65) 3616-9614, exclusivo como WhatsApp para denúncias relacionadas a descarte irregular de lixo. É importante informar o endereço completo, ponto de referência e, se possível, o nome do proprietário. O Juvam recebe denúncias pelo contato 3648-6880.

#PraCegoVer

A imagem mostra um veículo pampa preto carregado com pneus cometendo crime ambiental em um terreno localizado na região de Ponte de Ferro, em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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