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Condições desafiadoras na colheita do milho verão no Paraná, aponta Deral

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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, trouxe à luz as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado em seu relatório semanal. O foco recaiu sobre a safra de verão de milho 2023/24, revelando desafios significativos.

Situação Atual

Segundo o levantamento, as lavouras de milho verão apresentam um panorama em que 5% estão em floração, 38% em frutificação e expressivos 57% já em maturação. Até a última segunda-feira (22), 13% da área já havia sido colhida. A avaliação técnica do Deral classificou 70% das lavouras em boas condições de desenvolvimento, enquanto 25% foram consideradas em condições médias e 5% em situação ruim.

Segunda Safra em Progresso

Paralelamente, as lavouras de milho segunda safra já plantadas atingiram 8% do total previsto. Essas áreas se dividem entre os estágios de germinação (64%) e desenvolvimento vegetativo (36%). Quanto à condição das lavouras, 99% foram classificadas como boas e 1% como médias.

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Desafios Regionais

No contexto regional, o Deral destaca que a maior parte das lavouras na região Norte está pronta para a colheita, embora a produtividade se mostre abaixo do inicialmente previsto. Na região Sul, a colheita do milho verão também iniciou com produtividades aquém das expectativas.

Nas regiões Oeste e Centro-Oeste, a colheita do milho primeira safra avança de maneira gradual, enquanto o plantio da safrinha inicia-se e promete ganhar ritmo após as chuvas da última semana. O cenário desafiador coloca os agricultores diante de uma temporada que exige cuidados adicionais para garantir um desempenho satisfatório.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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