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Assistido pela Emater, produtor aposta na produção de pitayas em Serranópolis

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O trabalho realizado pelos técnicos da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) em todo o estado de Goiás tem transformado a vida de milhares de agricultores assistidos. É o caso do produtor Carlos Alberto Pereira de Serranópolis, que conta com assistência técnica da Agência há mais de 10 anos.

Nesta semana, nossa equipe esteve na propriedade do produtor na região sul do estado para acompanhar o plantio de pitaya, nova cultura que o Carlos decidiu apostar. Até então, a renda da sua família era garantida pelo cultivo de outras frutas, como laranja, limão, tangerina, abacaxi e melancia.

Para dar início ao cultivo da pitaya, o produtor contou mais uma vez com o auxílio técnico da Emater. Em sua propriedade, Carlos possui uma área de plantio de 12 hectares e reservou meio hectare para a nova atividade produtiva.

O pomar está sendo acompanhado pelo técnico especialista em fruticultura e coordenador da Regional Sudoeste da Emater, José Luiz, que destaca a produtividade e rentabilidade como principais vantagens. Segundo ele, atualmente, cada planta pode fornecer até 8 kg de pitaya e como Carlos está comercializando o quilo por R$ 20, cada planta gera um lucro de R$ 160, aproximadamente.

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O especialista da Emater ressalta que, apesar de estar em alta, o plantio de pitaya pode ser desafio para quem investir sem assistência técnica adequada. “Por ser uma planta rústica e que só começou a ser muito cultivada recentemente, ainda não há dados que aprimorem seu cultivo em todas as regiões do país. Por isso, nosso principal objetivo é encontrar essas soluções para que cada vez mais agricultores possam aderir à novidade, que está se mostrando muito rentável.”, finaliza José Luiz.

Entre as adaptações que estão sendo testadas e observadas pela Emater na propriedade do Carlos em Serranópolis, estão a calagem, que é a adição de calcário no solo, e utilização de raízes superficiais, por conta do solo arenoso da região.

Cultivo da pitaya

Também conhecida como fruta-dragão por causa da sua aparência, a pitaya está ganhando popularidade em Goiás. O cultivo da fruta possui vantagens como a boa produtividade e o baixo custo de produção. Além disso, ela pode ser cultivada simultaneamente com outras espécies e possui um manejo fácil: basta fazer a adubação, a polinização, a irrigação e direcionar o crescimento dos galhos para se ter bons resultados. Por ser um tipo de cacto, é mais resistente à baixas umidades. Esse fator é especialmente interessante para produtores de Goiás, onde o clima costuma ser quente e seco.

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Economicamente, a pitaya também se destaca. Por ser uma fruta exótica, seus preços são mais altos que outros frutos. De acordo com o especialista José Luiz, isso torna essencial o conhecimento prévio do mercado por parte do produtor, garantindo a existência de compradores na região. A fruta tem um sabor doce e saboroso e vem sendo utilizada na fabricação de vinhos, sucos, chás (com as suas folhas) e principalmente doces.

Fonte: Emater Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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