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CONACREDI 2024: Maior Edição da História Reúne Mais de 1,2 Mil Líderes do Agronegócio

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Em novembro, o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, sediou a 6ª edição do Congresso Nacional do Crédito Agro (CONACREDI), o maior encontro da América Latina para profissionais do crédito rural. Com a participação de mais de 1,2 mil líderes do setor, provenientes de 23 estados brasileiros, o evento proporcionou um amplo debate sobre o futuro do financiamento agrícola, abordando desafios e oportunidades para o agronegócio no contexto atual.

O tema principal deste ano foi “Gestão de Riscos”, com uma programação que incluiu discussões sobre o cenário político e econômico, o marco legal das garantias e a recuperação judicial e de crédito. Um dado relevante destacado durante o evento foi o crescimento de 523% nos pedidos de recuperação de crédito no primeiro trimestre de 2024, conforme dados do Serasa Experian. Tais desafios, impulsionados por mudanças climáticas e pelo aumento nos custos dos insumos, foram amplamente debatidos pelos participantes.

Mayra Delfino, diretora do CONACREDI, ressaltou a relevância do congresso em um momento de adversidades, afirmando: “O mercado de crédito agro atravessa um momento desafiador, mas também carregado de oportunidades para quem souber navegar com estratégia. As rápidas transformações exigem uma gestão de riscos mais ágil, parcerias sólidas e o uso de tecnologia para antecipar problemas. O evento procurou aproximar os agentes do setor para colaboração e inovação”.

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Arena do Conhecimento e Premiação Reconhecem Inovações no Setor

Outro ponto alto do CONACREDI 2024 foi a Arena do Conhecimento, um espaço complementar à plenária principal, que trouxe painéis sobre gestão de riscos, soluções financeiras, desenvolvimento de carreira e inovações tecnológicas aplicadas ao crédito agropecuário. Além disso, o evento também celebrou a segunda edição do CONACREDI Awards, que reconheceu os profissionais e líderes mais inovadores do setor, com categorias como Inovação e Impacto Sustentável no crédito agropecuário.

Durante o congresso, também foi gravado o Conacredicast, um podcast exclusivo com palestrantes e patrocinadores, incluindo figuras de destaque como Dyego Santos, Gerente Executivo de Soluções de Crédito Agro da Serasa Experian, e os vencedores do CONACREDI Awards.

Lilian Munhos, jornalista especializada em agronegócio e mestre de cerimônia do evento, destacou a importância da edição de 2024: “Foi um encontro histórico e o melhor de todos, na visão de muitos participantes. Os temas abordados foram extremamente pertinentes ao momento atual do agro, demonstrando que, apesar dos desafios, o setor está se preparando para o futuro”.

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Perfil do Público e Diversidade no Evento

A diversidade do público no CONACREDI 2024 também foi um reflexo do esforço coletivo do setor. Dados indicam que 45% dos participantes eram profissionais das áreas de crédito, cobrança e operações estruturadas, com destaque para a presença de indústrias e tradings (31%), revendas (19%) e bancos e cooperativas de crédito (16%).

Desde sua criação, em 2018, o CONACREDI tem se consolidado como um ponto de encontro essencial para os gestores de crédito do agronegócio, estimulando discussões sobre melhores práticas e inovações no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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