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Conab realiza novo leilão de milho para reforçar estoques públicos e apoiar pequenos criadores

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dará continuidade às operações de aquisição de milho em setembro, com novo leilão programado para sexta-feira (12), a partir das 9h. A compra será realizada de forma eletrônica pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), interligado às bolsas de cereais, mercadorias e futuros.

O lote de milho adquirido será destinado ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), que atende pequenos criadores de animais, especialmente aqueles localizados em regiões afastadas dos principais polos de produção.

Detalhes da operação e volumes previstos

O leilão faz parte de uma série de operações em 2025 que totalizam a compra de 50 mil toneladas de milho. Até o momento, a Conab já adquiriu 24 mil toneladas da safra 2024/2025.

A operação desta sexta-feira será dividida em dois lotes:

  • Lote exclusivo para agricultores familiares e cooperativas: 7,8 mil toneladas, com condições de acesso facilitadas.
  • Lote de ampla concorrência: aberto a todos os produtores e cooperativas, incluindo agricultores familiares.
  • O milho será entregue em dois locais estratégicos: Brasília (16 mil t) e Uberlândia, Minas Gerais (10 mil t).
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Participação e requisitos para o leilão

Podem participar produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes cadastrados nas bolsas de mercadorias correspondentes e registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican). Além disso, é necessário estar em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e atender às exigências específicas dos editais.

Objetivo da compra: apoiar pequenos criadores

As operações são autorizadas pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF), conforme Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024.

O reforço nos estoques públicos de milho permitirá aos pequenos criadores de ovos, leite e carne manter a alimentação de seus plantéis, especialmente em regiões distantes dos principais centros de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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