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Colheita da Uva marca início da safra em São Lourenço do Sul com foco no turismo e valorização da agricultura familiar

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Evento celebra o início da colheita e atrai público local e turistas

A colheita da uva em São Lourenço do Sul (RS) teve início oficial neste domingo (18), com uma cerimônia realizada nos Vinhedos Fortaleza. O evento reuniu um grande número de visitantes, entre turistas e moradores da comunidade, que puderam vivenciar a experiência de colher e adquirir uvas frescas diretamente dos parreirais, reconhecidos pela excelente qualidade.

Além das uvas, o público teve acesso a uma variedade de produtos artesanais, incluindo sucos naturais, doces coloniais e vinhos elaborados pela família Scheer, responsável pela propriedade. A iniciativa reforçou a integração entre agricultura familiar, turismo rural e valorização da produção local.

Produção local cresce e fortalece a vitivinicultura no município

O município de São Lourenço do Sul conta atualmente com cerca de 9,5 hectares de parreirais, distribuídos entre 11 produtores. Na propriedade de Gelson Scheer e Rejane Scheunemann, anfitriões do evento, a expectativa para a safra deste ano é de aproximadamente 30 mil quilos de uvas. O resultado reforça o avanço da vitivinicultura como uma importante atividade econômica na região.

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Durante a cerimônia, o produtor Gelson Scheer destacou que o cultivo das videiras representa a realização de um sonho familiar, construído com esforço e dedicação. Segundo ele, o empreendimento superou as expectativas iniciais e se consolidou como referência regional na produção de uvas de mesa e viníferas.

Turismo Rural impulsiona renda e aproxima visitantes do campo

A extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Roberta Beiersdorf Medina, ressaltou que o turismo rural já é uma realidade consolidada na propriedade Scheer. A atividade, segundo ela, garante uma importante fonte de renda complementar, contribuindo significativamente para o orçamento familiar e fortalecendo o vínculo entre o campo e o visitante urbano.

Apoio institucional reforça importância do setor para o município

A abertura da colheita foi promovida em parceria pela Emater/RS-Ascar, Embrapa, Prefeitura de São Lourenço do Sul e diversas entidades locais. O evento contou com a presença do prefeito Zelmute Marten, representantes do Sebrae, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), da Associação de Fruticultores e da Associação de Apicultores.

A participação das instituições reforçou o reconhecimento do papel estratégico da vitivinicultura e do turismo rural no desenvolvimento econômico e social do município.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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