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Conab inicia coleta de dados para 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025

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Conab mobiliza equipe para pesquisa de campo em todo o país

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu início nesta segunda-feira (23) a uma nova etapa de coleta de dados para o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. Os trabalhos seguem até sexta-feira (27) e abrangem todos os principais estados produtores, com visitas previstas em Sergipe, Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí, Minas Gerais, Pará, Alagoas e Paraná.

Foco na segunda safra e cultivos de inverno

Nesta edição, o levantamento concentra-se nas culturas da segunda safra, especialmente o milho 2ª safra e o algodão, que já estão em processo de colheita. Também serão avaliados o desenvolvimento do sorgo, gergelim, girassol, amendoim, feijão 3ª safra e os cultivos de inverno, com destaque para o trigo.

Durante as visitas, serão coletadas informações sobre área plantada, produtividade, produção esperada, estágio de desenvolvimento das lavouras, condições das plantas e fatores que influenciaram positivamente ou negativamente a safra.

Metodologia inclui trabalho de campo e levantamento remoto

Além da pesquisa presencial, a Conab realiza levantamento remoto junto a agentes colaboradores locais, como produtores rurais, cooperativas, entidades de assistência técnica pública e privada, além de empresas de insumos e comercialização.

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A pesquisa também conta com o uso de georreferenciamento das lavouras, que ajuda a aprimorar a análise da produtividade e a delimitar com maior precisão as áreas cultivadas.

Divulgação dos resultados está prevista para 10 de julho

Os dados consolidados do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025, com números atualizados de produção em todo o Brasil, serão divulgados oficialmente pela Conab na próxima quinta-feira, dia 10 de julho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de milho do Brasil deve cair em 2025/26 com pressão dos EUA, Argentina e dólar mais fraco

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O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário mais desafiador para as exportações na temporada 2025/26. A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina no mercado global, somada ao fortalecimento do real frente ao dólar, levou o Itaú BBA a reduzir sua estimativa para os embarques brasileiros do cereal.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco revisou a projeção de exportação de milho do Brasil de 44 milhões para 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Caso a previsão se confirme, o volume ficará abaixo do registrado na temporada passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas e manteve a posição de segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.

Concorrência internacional reduz competitividade do milho brasileiro

De acordo com a análise do Itaú BBA, o milho brasileiro enfrenta atualmente uma disputa mais intensa no mercado internacional, principalmente diante da elevada oferta dos Estados Unidos e da Argentina.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do cereal brasileiro nas exportações, tornando o produto nacional relativamente mais caro para compradores internacionais.

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O cenário cambial, combinado com a maior disponibilidade global do grão, vem limitando o avanço dos embarques brasileiros e pressionando a participação do país no comércio internacional de milho.

Segunda safra preocupa mercado

Outro fator de atenção está relacionado à produção brasileira, especialmente à segunda safra, responsável pela maior parte da colheita nacional de milho.

Segundo o Itaú BBA, a oferta brasileira deverá ser menor do que o esperado inicialmente, após ajustes negativos nas estimativas da safrinha.

A segunda safra de milho está agora projetada em 110 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira foi estimada em 138 milhões de toneladas, volume que representa queda anual de 2%.

O banco destaca que, apesar de o mercado interno ainda apresentar oferta relativamente confortável e estoques considerados adequados, novas revisões negativas podem alterar significativamente o equilíbrio do setor.

Mercado doméstico pode reter mais milho

O relatório também alerta que eventuais perdas adicionais na segunda safra podem incentivar retenção do cereal no mercado doméstico, reduzindo ainda mais o potencial exportador do Brasil.

Segundo o banco, caso a quebra da safrinha se intensifique, o mercado tende a manter estímulos de preços para segurar o milho internamente, priorizando o abastecimento nacional.

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Esse movimento pode impactar diretamente os embarques brasileiros, especialmente em um momento de forte competição internacional e custos logísticos ainda elevados.

Brasil segue como protagonista global no milho

Mesmo com a redução nas projeções de exportação, o Brasil continua entre os principais players globais do mercado de milho.

O país mantém forte participação no comércio internacional graças ao avanço tecnológico no campo, à expansão da segunda safra e à elevada capacidade produtiva do Centro-Oeste.

No entanto, o cenário para 2025/26 mostra um ambiente mais competitivo e sensível às condições climáticas, ao câmbio e às oscilações da demanda global.

Analistas do setor seguem monitorando principalmente:

  • o desenvolvimento final da segunda safra;
  • o comportamento do dólar;
  • a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina;
  • o ritmo da demanda chinesa;
  • e os estoques globais do cereal.

A expectativa é de manutenção da volatilidade nos preços e ajustes constantes nas projeções ao longo dos próximos meses, conforme o avanço da colheita e das negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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