AGRONEGÓCIO

Conab divulga calendário de 2024 dos levantamentos das safras agrícolas e do mercado hortigranjeiro

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Para 2024 o primeiro evento da Companhia está marcado para o dia 10 de janeiro, quando será divulgado o Boletim do 4º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24. A data deste anúncio foi atualizada recentemente. As divulgações das safras de grãos trazem um panorama do início do ciclo de produção, a partir do mês de outubro de cada ano. Ao todo são 12 levantamentos mensais, com o último encerrando o ano-safra 2023/24 no dia 12 de setembro. Já o primeiro anúncio para o próximo ciclo, 2024/25, está marcado para outubro.

Ainda no mês de janeiro, no dia 18, será divulgado o 1° Levantamento da Safra de Café 2024. No caso do café, é realizada uma série de quatro anúncios, contendo pesquisa de produção nas principais regiões produtoras do país. Os estudos subsequentes ocorrem nos meses de maio (23) e setembro (19) de 2024, e 21 de janeiro de 2025.

Já em 22 de janeiro, a Companhia apresenta os dados do 1º boletim de 2024 sobre a comercialização de hortigranjeiros nas principais Ceasas do Brasil. As demais publicações ocorrem mensalmente e trazem informações dos preços praticados das frutas e hortaliças mais vendidas nos mercados atacadistas analisados pela Companhia. O trabalho faz parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), cuja operacionalização é realizada pela Conab.

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Cana – Para a cana-de-açúcar, o 4º e último levantamento que encerra a safra 2023/24 será realizado no dia 18 de abril. As demais divulgações das análises, referentes ao ano safra 2024/25, estão marcadas para abril (25), agosto (22) e novembro (28).

Demais produtos – Além das datas dos anúncios citados, o calendário da Companhia apresenta também o cronograma de publicação do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA). O documento é uma parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). O Boletim foi planejado, entre os serviços oferecidos pela Conab, para atender à sociedade com informações sobre as condições agrometeorológicas e a interpretação do comportamento das lavouras em imagens de satélites e no campo. A primeira edição de 2023 será publicada no dia 25 de janeiro.

  • Confira aqui o Calendário de Divulgação de Safras e do Prohort, divulgado pela Conab.

Fonte: CONAB

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná identifica 69 municípios aptos ao cultivo de oliveiras e fortalece potencial da olivicultura

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O Paraná deu mais um passo para consolidar a olivicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor no agronegócio estadual. Um novo boletim técnico divulgado pelo IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras no Estado.

A publicação “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” traz um amplo mapeamento das áreas mais adequadas para a produção de azeitonas e azeites, oferecendo informações técnicas que auxiliam produtores na redução de riscos, no planejamento de investimentos e na implantação de novos pomares.

Regiões mais frias concentram potencial produtivo

Segundo o levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), os municípios mais indicados para a olivicultura estão localizados nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul paranaense.

Entre os municípios considerados aptos ao cultivo estão:

  • Guarapuava;
  • Palmas;
  • Pato Branco;
  • São Mateus do Sul;
  • Campo Largo;
  • Piraquara;
  • Prudentópolis;
  • União da Vitória;
  • General Carneiro;
  • Rio Negro.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude elevada e maior acúmulo de horas de frio durante o outono e inverno, condição essencial para o desenvolvimento adequado das oliveiras.

Frio é determinante para produtividade das oliveiras

O estudo destaca que a oliveira necessita de um período de dormência provocado pelo frio para estimular a brotação e a formação das flores. Sem essa etapa, a produtividade e o desempenho dos pomares podem ser comprometidos.

“O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, explica a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram mais de 30 anos de dados meteorológicos do IDR-Paraná, Simepar e Inmet, avaliando fatores como:

  • acúmulo de horas de frio;
  • risco de geadas;
  • excesso de chuva durante a floração;
  • estiagem na maturação dos frutos;
  • umidade relativa do ar.
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Com base nessas variáveis, foram elaborados mapas de zoneamento climático e classificação de risco para diferentes grupos de cultivares.

Cultivares adaptadas ganham destaque

O boletim aponta que algumas variedades de oliveiras têm apresentado melhor adaptação às condições climáticas do Paraná, principalmente aquelas com menor exigência em frio.

Entre as cultivares com melhores resultados comerciais no Estado estão:

  • Arbequina;
  • Arbosana;
  • Koroneiki;
  • Grappolo.

Além da escolha correta da cultivar, o estudo alerta para cuidados importantes dentro das propriedades, como evitar áreas baixas sujeitas ao acúmulo de ar frio e excesso de umidade, fatores que aumentam os riscos de geadas e doenças.

O documento também recomenda a intercalação de diferentes cultivares para favorecer a polinização cruzada e elevar a produtividade dos pomares.

Olivicultura cresce no Brasil e amplia oportunidades no agro

Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical brasileiro, especialmente o excesso de chuvas durante o florescimento, a olivicultura vem avançando nas regiões Sul e Sudeste do país.

A produção nacional de azeites de oliva tem conquistado reconhecimento internacional pela qualidade, abrindo novas oportunidades de mercado e agregação de valor à agricultura brasileira.

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Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o novo estudo representa um avanço estratégico para o setor.

“Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, destaca.

Setor ainda enfrenta desafios

Embora o potencial produtivo seja considerado promissor, o boletim aponta gargalos que ainda precisam ser superados para fortalecer a cadeia da olivicultura no Paraná.

Entre os principais desafios estão:

  • desenvolvimento de cultivares mais adaptadas;
  • ampliação de programas de melhoramento genético;
  • produção de mudas certificadas;
  • avanço das técnicas de manejo;
  • maior assistência técnica aos produtores.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do IDR-Paraná e da Embrapa, consolidando uma base técnica inédita para expansão sustentável da cultura no Estado.

O boletim técnico “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” está disponível gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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