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Complexo de Fertilizantes da EuroChem Inicia Produção de MAP

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A EuroChem, uma das líderes globais na produção de fertilizantes, alcançou um marco significativo com a conclusão do primeiro lote de fertilizantes MAP (Fosfato Monoamônico) no Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, inaugurado há pouco mais de dois meses.

Este complexo, localizado na região do Alto Paranaíba (MG), lançou recentemente sua segunda linha de granulação, expandindo a produção para incluir MAP, além de superfosfato simples (SSP), superfosfato triplo (TSP) e ácido sulfúrico. O MAP é um fertilizante crucial, fornecendo nitrogênio e fósforo de maneira eficiente para diversas culturas, como soja, algodão, café, frutas cítricas e feijão. Até o momento, foram produzidas 1.200 toneladas de MAP.

A unidade de Serra do Salitre, com uma área de 20 milhões de metros quadrados, possui uma capacidade produtiva anual de um milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados, o que representa 15% da produção nacional deste insumo. Este é o primeiro projeto verticalizado da EuroChem fora da Europa, integrando atividades de mineração, beneficiamento, produção e distribuição de fertilizantes.

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David Crispim, Diretor de Operações da EuroChem, destacou a colaboração com a INCRO, licenciadora espanhola de produção de MAP, que participou dos processos de completação mecânica e comissionamento da unidade. “O primeiro lote é sempre um desafio devido à necessidade de integração de inúmeros processos industriais e equipes. A produção de MAP simboliza o início da fabricação integrada em Salitre, um passo importante para a EuroChem e para o crescimento da produção de fertilizantes no Brasil”, afirmou Crispim.

A produção de fertilizantes no complexo de Serra do Salitre é uma estratégia para reduzir a dependência do Brasil em importações de fertilizantes, fortalecendo a autonomia do país na produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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