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Perspectivas Promissoras: Café inicia semana com negociações animadoras

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O mercado físico brasileiro de café se prepara para uma semana inicial promissora, impulsionado por preços em ascensão na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e o fortalecimento do dólar em relação ao real. Diante desse panorama favorável, os produtores estão inclinados a aproveitar a oportunidade para realizar transações mais expressivas.

Agitação e Nervosismo

A sexta-feira (12) foi marcada por intensa atividade no mercado brasileiro de café, com uma atmosfera de agitação e nervosismo devido à volatilidade dos preços na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que agitou também o mercado doméstico.

Reação do Mercado

Inicialmente, a forte alta em NY causou apreensão no mercado brasileiro, tornando desafiador estabelecer preços, com os compradores agindo com cautela. Os vendedores, por sua vez, observavam atentos às movimentações dos compradores.

Estabilidade Retomada

Após a bolsa recuar dos picos alcançados, o ímpeto altista também diminuiu no Brasil, proporcionando um cenário mais estável para as negociações.

Variações de Preços

Os preços do café arábica apresentaram variações significativas: a saca de café arábica bebida boa, com 15% de catação, foi cotada entre R$ 1.220,00 e R$ 1.225,00 (compra/venda), enquanto no cerrado mineiro, o café arábica bebida dura, com 15% de catação, alcançou R$ 1.225,00/1.230,00 a saca.

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Indicadores de Mercado

A CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, destacando a posição dos grandes fundos e especuladores, além das empresas comerciais.

Desempenho Internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em julho/24 registraram alta de 1,22%, cotados a 223,15 centavos de dólar por libra-peso.

Cenário Cambial e Financeiro

O dólar comercial apresentou alta, enquanto indicadores financeiros internacionais e o desempenho do petróleo também foram monitorados de perto pelos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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