AGRONEGÓCIO

Como reduzir até 90% dos impostos na venda de imóveis rurais e maximizar os lucros

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Mercado de imóveis rurais é estratégico e atrai investidores nacionais e internacionais

O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, e o mercado de imóveis rurais se destaca como um segmento valioso dentro do setor. A venda de fazendas desperta interesse por parte de investidores locais e estrangeiros, devido à fertilidade das terras brasileiras — algumas com até três safras por ano — e preços competitivos frente a outros países, como Austrália, Argentina, África do Sul e Estados Unidos.

Tributação pesada é um dos maiores desafios na venda de imóveis rurais

Vender imóveis rurais no Brasil não é um processo simples, principalmente pela alta carga tributária. O Imposto de Renda sobre ganho de capital pode chegar a 22,5% para pessoas físicas e 34% para pessoas jurídicas, impactando diretamente o valor líquido obtido na venda. Além disso, há o Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCMD), que em estados como Goiás e Mato Grosso pode chegar a 8% sobre o valor do imóvel em casos de herança ou doação.

Outro tributo importante é o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), de competência municipal, que pode alcançar até 3% do valor da transação. Ainda, o Imposto Territorial Rural (ITR) possui função fiscalizatória para monitorar propriedades rurais.

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Planejamento tributário: estratégia para reduzir custos em até 90%

Para minimizar o impacto fiscal dessas operações, o planejamento tributário é essencial. Com estratégias legais bem estruturadas, é possível reduzir o montante pago ao fisco em até 90%, preservando a rentabilidade da venda. O planejamento permite estruturar as transações de forma eficiente, utilizando os benefícios previstos na legislação e evitando cobranças desnecessárias.

Legislação específica para imóveis rurais exige atenção rigorosa

A venda de imóveis rurais é regida por uma série de leis e decretos específicos. Para que a transação seja válida, é necessário cumprir requisitos legais, como a obtenção do Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR) junto ao INCRA — documento indispensável para transferir ou arrendar propriedades rurais.

Outro ponto crucial é o georreferenciamento obrigatório para imóveis rurais com área superior a 25 hectares, com prazo final para regularização até novembro de 2025 (Lei nº 10.267/2001). A ausência do georreferenciamento impede o registro da venda em cartório, além de expor o proprietário a multas e sanções administrativas.

Imóveis em regiões de fronteira têm regras e prazos especiais

Terras rurais localizadas a até 150 km das fronteiras brasileiras precisam passar por processo de ratificação para garantir autorização pública para compra e venda. O prazo para regularização foi prorrogado até 2030, permitindo mais tempo para adequações.

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Além disso, a compra de imóveis rurais por estrangeiros é restrita e depende de autorização específica do estado, medida que busca proteger a segurança nacional e controlar a aquisição de grandes áreas por investidores externos.

Documentação em dia é essencial para segurança e eficiência na venda

No cenário atual, o compliance documental é indispensável. Para que o planejamento tributário seja eficaz, todos os registros e documentos devem estar regulares, incluindo georreferenciamento, ratificação em fronteiras e certificação do INCRA. Documentação correta facilita a negociação e evita problemas fiscais ou legais futuros.

Mercado promissor, mas que exige cuidado e planejamento

O mercado de terras no Brasil segue entre os mais atraentes do mundo, mas exige atenção redobrada para não cair em armadilhas tributárias ou burocráticas. Com um planejamento tributário bem elaborado e a regularização documental, proprietários podem reduzir significativamente os impostos na venda de imóveis rurais, potencializando seus lucros e garantindo segurança jurídica nas transações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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