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Como proteger o ganho de peso do gado no verão e controlar custos de produção

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Verão de 2026 deve registrar calor acima da média

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) projeta que o verão de 2026 terá temperaturas acima da média histórica em grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que concentram os maiores rebanhos de corte do Brasil.

O calor intenso aumenta o risco de estresse térmico nos bovinos, afetando o consumo de ração, o metabolismo e o ganho de peso dos animais. Segundo estudo da Phibro Saúde Animal (2024), bovinos sob calor extremo podem apresentar redução de 10% a 20% no ganho médio diário (GMD).

Impacto do estresse térmico na rentabilidade

José Loschi, fundador da SRX Holdings, explica que o estresse térmico faz o animal reduzir a ingestão de alimento. “Se o animal come menos, a eficiência de conversão cai e o custo por quilo produzido sobe. Além do impacto no bem-estar do animal, o calor também afeta diretamente a rentabilidade da fazenda”, afirma o executivo.

De acordo com dados da Scot Consultoria (2025), a queda no ganho de peso aumenta o custo por arroba produzida e prolonga o tempo de terminação. Na prática, um bovino que engorda menos por dia precisa consumir mais ração para atingir o mesmo acabamento de carcaça. Considerando uma redução média de 15% no GMD, o prejuízo pode superar R$ 180 por animal por ciclo.

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Estratégias práticas para manter o desempenho no calor

Para reduzir os impactos do verão no ganho de peso e proteger a margem por arroba, especialistas indicam três medidas essenciais:

1. Ajuste da dieta para o período quente

O calor diminui o consumo de matéria seca e altera o metabolismo. Dietas específicas para o verão incluem:

  • Maior densidade energética;
  • Uso de gorduras protegidas;
  • Carboidratos menos fermentáveis;
  • Ajuste no balanço de aminoácidos;
  • Inclusão de aditivos que estimulam o consumo e reduzem a produção de calor metabólico.

“Com a formulação correta, o produtor recupera parte da conversão perdida, encurta o tempo de terminação e protege a margem por arroba mesmo em dias de calor intenso”, reforça José Loschi.

2. Sincronize os horários de alimentação

Oferecer ração nos períodos mais frescos do dia, como início da manhã e fim da tarde, ajuda a reduzir o estresse térmico e aumenta a ingestão. Essa prática melhora a eficiência de conversão, já que o animal não gasta energia extra para dissipar calor durante os horários de pico de temperatura.

3. Água fresca e sombra estratégica

A hidratação adequada é fundamental para o controle térmico. Água limpa e em volume suficiente, mantida em temperatura agradável, já reduz parte do estresse.

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Aliar isso à sombra natural ou a estruturas posicionadas estrategicamente no curral e nas áreas de pastejo melhora o conforto dos animais, aumenta o tempo de alimentação e diminui a queda de desempenho durante os períodos mais quentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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