AGRONEGÓCIO

Como evitar desperdício de fertilizantes: estratégias do armazenamento à aplicação

Publicado em

Com custos elevados e oferta de fertilizantes pressionada no Brasil, a eficiência no uso desses insumos tornou-se essencial para a rentabilidade das lavouras. Aplicar fertilizantes de forma correta garante maior absorção pelos cultivos e evita perdas para o ar ou para a água.

Armazenamento adequado é o primeiro passo para evitar perdas

Um dos principais erros ocorre antes mesmo da aplicação. Fertilizantes devem ser armazenados em locais cobertos, secos e ventilados, protegidos da umidade e da luz solar direta. Produtos mal guardados podem sofrer empedramento, perda de qualidade e redução da concentração de nutrientes, comprometendo sua eficiência no campo.

Planejamento baseado em análise de solo aumenta a eficácia

Cada área agrícola possui características diferentes, mesmo dentro de uma mesma propriedade. Análises de solo permitem ajustar a dose correta, evitando excessos ou deficiências. Além disso, escolher o tipo certo de fertilizante — químico, mineral ou orgânico — conforme a cultura e o objetivo da aplicação potencializa os resultados, podendo combinar diferentes fontes de nutrientes para maior eficácia.

Leia Também:  Programa Piano Gente encanta crianças em escola de Cuiabá
Dose e momento corretos garantem absorção máxima

Exagerar na quantidade de fertilizante não acelera a produção e pode prejudicar a absorção de outros nutrientes. O momento de aplicação também é crucial: considerar o estágio de desenvolvimento da planta e as condições climáticas garante maior aproveitamento e reduz perdas para o ar ou água da chuva.

Tecnologias modernas reduzem desperdícios no campo

Equipamentos calibrados e soluções de agricultura de precisão aumentam a eficiência do uso de fertilizantes. GPS agrícola, mapas de aplicação em taxa variável, sensores de solo, drones para monitoramento e softwares de gestão permitem distribuir os insumos de forma uniforme, evitando sobreposição de áreas e aplicações irregulares.

Princípio dos 4Cs orienta manejo eficiente

Fonte certa, dose certa, hora certa e local certo formam a base do manejo racional de fertilizantes. Seguir esses princípios maximiza os resultados, minimiza impactos econômicos e ambientais e contribui para a produtividade sustentável. Com a crescente demanda por alimentos e a necessidade de produzir mais sem expandir áreas agrícolas, o uso inteligente dos fertilizantes torna-se uma estratégia fundamental para o sucesso no campo.

Leia Também:  Novo bioinseticida à base de vírus apresenta mais de 85% de eficácia contra lagarta-do-cartucho

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Irrigação por gotejamento reduz custos e aumenta sustentabilidade na produção de cana-de-açúcar

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Novo bioinseticida à base de vírus apresenta mais de 85% de eficácia contra lagarta-do-cartucho

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA