AGRONEGÓCIO

Como Escolher o Trator Ideal para a Agricultura Familiar

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As máquinas agrícolas têm um papel essencial na agricultura familiar, segmento que representa 23% do valor bruto da produção agropecuária no Brasil e gera 67% dos empregos no campo, conforme o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). A mecanização nas pequenas propriedades impulsiona a produtividade, otimiza operações e promove práticas sustentáveis, permitindo aos pequenos produtores expandir atividades, reduzir custos e aumentar sua competitividade.

No Brasil, a agricultura familiar é regulamentada por lei e inclui propriedades de até quatro módulos fiscais, onde a mão de obra é predominantemente familiar e, pelo menos, 50% da renda provém de atividades rurais. “O módulo fiscal é uma medida que define a área mínima para a viabilidade econômica de uma propriedade, variando conforme município e região,” explica Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da Massey Ferguson.

Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tratores para agricultura familiar devem ter até 80 cavalos de potência, critério que permite a inclusão desses equipamentos em programas de financiamento destinados à modernização da produção.

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Versatilidade e Adequação às Necessidades

Para escolher o trator ideal, a versatilidade é um fator essencial, especialmente porque, em muitas propriedades, o trator é a única máquina disponível e precisa cumprir diversas funções. “O equipamento deve arar o solo, tracionar implementos, distribuir adubo, realizar pulverizações e, em alguns casos, auxiliar na colheita,” explica Pinheiro.

A principal função do trator deve ser bem definida para que atenda às necessidades específicas da propriedade. “Em uma fazenda leiteira, por exemplo, o mesmo trator pode ser usado para preparar o solo para pastagem, plantar milho, colher silagem e transportar alimento para os animais no estábulo. Tratores convencionais são mais adequados para isso. Já na produção de hortaliças ou café, um trator compacto pode ser a melhor escolha,” esclarece o especialista.

Tecnologia e Sustentabilidade

Os tratores de baixa potência estão cada vez mais tecnológicos, incorporando piloto automático para maior precisão, sensores para evitar falhas e sistemas de monitoramento do motor que alertam sobre possíveis problemas, como filtros entupidos ou água no combustível, minimizando danos e aumentando o rendimento operacional.

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Além disso, a mecanização contribui para a sustentabilidade das pequenas propriedades. Com motores modernos, esses tratores operam de forma mais econômica e ecológica. “Atualmente, os motores são muito mais eficientes, consumindo menos combustível e emitindo menos poluentes, o que reduz custos e apoia a sustentabilidade das propriedades familiares,” destaca Pinheiro.

A Massey Ferguson oferece uma linha diversificada de tratores com até 80 cavalos de potência, como as séries MF 4300, MF 4400 e MF 4700, indicadas para diferentes tipos de operações. Para atividades que requerem tratores mais compactos, como fruticultura, horticultura e cultivo de café, as linhas MF 3300 e MF 3400 são recomendadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

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A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

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O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

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Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

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