AGRONEGÓCIO

Prefeitura promove 3º Fórum Municipal de Inclusão e Acessibilidade nesta quarta

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A Prefeitura de Cuiabá realiza, na próxima quarta-feira (17), o 3º Fórum Municipal de Inclusão e Acessibilidade com o tema: “Cuiabá Acessível: Mobilidade Urbana e infraestrutura sem barreiras”. Os palestrantes discutirão desafios e soluções de mobilidade urbana, participarão representantes as Secretaria de Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), do Departamento de Transito (DETRAN) e convidamos o Conselho Regional de Arquitetura (CREA).

Com foco na população PCD, o fórum acontece das 14h às 17h, na Escola Superior da Defensoria Pública, e será um espaço de diálogo, escuta qualificada e encaminhamentos práticos para fortalecer ações inclusivas no município. A programação prevê debates e troca de experiências entre poder público, sociedade civil e pessoas com deficiência, contribuindo para uma cidade mais acessível e justa.

O secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, destaca que o fórum consolida uma agenda permanente de participação social. “Chegar ao terceiro fórum demonstra que Cuiabá avançou no diálogo com as pessoas com deficiência. Nosso objetivo é ouvir, construir coletivamente e transformar demandas em ações concretas, garantindo que a inclusão seja vivida no dia a dia e não apenas prevista em leis”, afirmou.

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O evento reafirma o compromisso da gestão com a construção de políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à ampliação da participação social das pessoas com deficiência. O evento é promovido pela Secretaria Adjunta de Inclusão, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, reforça que o evento integra uma política contínua da gestão. “A inclusão é um compromisso transversal da Prefeitura. Quando criamos espaços como o fórum, fortalecemos a escuta, o protagonismo das pessoas com deficiência e avançamos na construção de políticas públicas que assegurem dignidade, autonomia e igualdade de oportunidades”, pontuou.

O 3º Fórum Municipal de Inclusão e Acessibilidade dá sequência aos encontros anteriores, que reuniram expressiva participação popular e resultaram em importantes debates sobre educação, saúde, acessibilidade e direitos. A expectativa é ampliar o engajamento da população PCD e consolidar propostas que contribuam para o aprimoramento das ações municipais.

Sugestão de pauta

Evento: 3º Fórum Municipal de Inclusão e Acessibilidade

Data: Quarta-feira, 17 de dezembro
Horário: Das 14h às 17h
Local: Escola Superior da Defensoria Pública

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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