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Comitiva Gaúcha Reforça Pedido de Reconhecimento Sanitário à China em Missão Oficial

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Durante a reunião, realizada em 29 de novembro, Gabriel Souza reiterou o pedido ao governo chinês para que reconheça o Rio Grande do Sul como uma zona livre de febre aftosa sem vacinação. Esta medida, conforme destacou o vice-governador, abriria portas para a ampliação do número de frigoríficos gaúchos habilitados a exportar carne com osso e miúdos para a China.

O pleito entregue à autoridade chinesa enfatiza o potencial de produção do Estado e suas condições sanitárias, garantindo o fornecimento de proteínas de origem animal de alta qualidade. O documento também ressalta os reconhecimentos internacionais já obtidos pelo Rio Grande do Sul, sendo livre de peste suína clássica desde 2016 e livre de febre aftosa sem vacinação desde 2021.

Sui Pengfei, ao relembrar sua visita ao Brasil no início dos anos 2000, expressou o desejo de estreitar ainda mais as relações entre a China e o Rio Grande do Sul, reconhecendo o Estado como o celeiro do Brasil.

Sobre o pedido de reconhecimento sanitário, o secretário-geral informou que será constituído um grupo de trabalho específico para discutir o tema. Ele ressaltou o espaço de cooperação entre China e Rio Grande do Sul, destacando as importações expressivas de produtos, especialmente do setor agrícola.

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A comitiva, composta também pelo titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e pelo adjunto da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, além do presidente da Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin, enfatizou a diversidade da produção agropecuária gaúcha. Márcio Madalena destacou que o foco principal da missão é a proteína animal, mas também foram apresentadas outras cadeias produtivas, como vinho, noz-pecã e soja.

Na conclusão do encontro, Madalena reafirmou o pleito pelo reconhecimento do status sanitário de zona livre de aftosa sem vacinação, enfatizando a prontidão do Estado em receber uma missão de reconhecimento da China. Ernani Polo ressaltou a importância da presença da comitiva na China para oficializar e fortalecer o pedido, destacando a excelência sanitária e a qualidade dos produtos gaúchos, que colocam o estado em posição competitiva para aumentar as exportações para a China.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

Novo Estudo Radar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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