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Comércio de frutas e flores na CEAGESP deve crescer 30% neste fim de ano com alta demanda natalina

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Fim de ano impulsiona vendas no entreposto da CEAGESP

Com a proximidade das festas de Natal e Réveillon, o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) da CEAGESP registra o tradicional aumento na comercialização de frutas e plantas ornamentais. O movimento deve se intensificar nas duas últimas semanas de dezembro, quando consumidores e comerciantes se preparam para as celebrações de fim de ano.

De acordo com o chefe da Seção de Economia e Desenvolvimento (SEDES) da CEAGESP, Thiago de Oliveira, a expectativa é de que o setor de frutas registre um crescimento de cerca de 30% nas vendas na semana que antecede o Natal, repetindo o desempenho observado no mesmo período de 2024.

Frutas natalinas devem movimentar até 20 mil toneladas

No ano passado, a comercialização de frutas no entreposto saltou de 28,7 mil toneladas para 37,8 mil toneladas na semana do Natal — um aumento de 32% em relação à média anterior. Em 2025, a projeção é que o volume se mantenha na mesma proporção, podendo chegar a 20 mil toneladas de frutas típicas da época, como uvas, pêssegos, ameixas, cerejas e lichias.

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Somente na primeira semana de dezembro, o entreposto já recebeu mais de 5 mil toneladas, o que representa 30% do volume esperado para o mês.

A produção nacional tem papel fundamental nesse abastecimento: o Rio Grande do Sul responde por 33,5% das frutas, seguido por São Paulo (20,2%) e Pernambuco (18,9%). Algumas frutas mais nobres, como a cereja, são 100% importadas, com o Chile como principal fornecedor.

Plantas ornamentais garantem o toque festivo das celebrações

Além das frutas, o setor de flores e plantas ornamentais da CEAGESP também sente o aquecimento das vendas em dezembro. Em 2024, foram 637 toneladas comercializadas, movimentando R$ 1,15 milhão. Para este ano, a expectativa é atingir 650 toneladas e uma movimentação financeira próxima de R$ 1,3 milhão.

Entre os itens mais procurados estão a tuia e o bico-de-papagaio, símbolos tradicionais da decoração natalina. Segundo Thiago de Oliveira, a venda do bico-de-papagaio deve ultrapassar 40 toneladas, quase o dobro da média registrada em novembro (20 toneladas). Já as tuias devem alcançar 25 toneladas, alta de 22% em relação à média anual.

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Rosas brancas ganham destaque na virada do ano

O mercado de flores também é impulsionado pela demanda por rosas brancas, especialmente nas semanas que antecedem o Ano Novo. “Na penúltima semana de dezembro, o volume comercializado chega a 4,1 toneladas, frente à média mensal de 3,2 toneladas, um aumento de 25%”, explica Oliveira.

Para o setor de flores como um todo, a CEAGESP projeta que mais de 370 toneladas sejam comercializadas na semana que antecede o Natal — 12% acima da média semanal de dezembro, que gira em torno de 334 toneladas.

Comercialização também se expande pelo interior paulista

Além do entreposto da capital, a CEAGESP mantém unidades em diversas cidades do interior, onde também ocorre a comercialização de flores e plantas. Entre elas estão Araçatuba, Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Os horários de funcionamento e demais informações sobre atendimento podem ser consultados no Portal CEAGESP: ceagesp.gov.br/atendimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo mantém preços firmes no Brasil em maio apesar da baixa liquidez nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de maio com ritmo lento de negociações, mas com preços sustentados pela escassez de produto disponível nas principais regiões produtoras do país. A restrição de oferta, especialmente de trigo com padrão de qualidade adequado para moagem, limitou movimentos de baixa e manteve vendedores firmes ao longo do período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, mesmo diante de compradores mais cautelosos e com dificuldades para repassar custos ao mercado de farinha e farelo, a oferta reduzida continuou sendo o principal fator de sustentação das cotações.

Segundo ele, o mercado permaneceu seletivo, mas sem pressão consistente para recuos nos preços. A disponibilidade limitada de trigo panificável foi determinante para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Paraná registra valorização de 2% em maio

No Paraná, principal referência da formação de preços do trigo no mercado interno, a média FOB interior fechou maio em R$ 1.430 por tonelada, acumulando valorização de 2% no mês.

Nos últimos dias de maio, as cotações apresentaram estabilidade, refletindo um ambiente mais acomodado, embora ainda sustentado pela baixa disponibilidade de cereal no mercado físico.

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No acumulado de 2026, os preços do trigo no estado avançam 22%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a valorização chega a 2%.

Apesar da baixa fluidez nos negócios, o mercado paranaense consolidou uma recuperação importante ao longo do ano, apoiado principalmente pela restrição de oferta e pela busca dos moinhos por matéria-prima de melhor qualidade.

Rio Grande do Sul tem alta mais intensa e mercado segue pouco líquido

No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais expressivo durante maio. A média FOB interior subiu 5% no mês, encerrando o período em R$ 1.360 por tonelada.

A firmeza das cotações também foi observada na reta final do mês, com negócios pontuais realizados em patamares mais elevados e maior resistência por parte dos vendedores.

Segundo Bento, o mercado gaúcho continua operando com baixa liquidez, mas o encurtamento da oferta disponível e o escalonamento dos preços conforme os prazos de pagamento reforçaram a sustentação das referências internas.

Em 2026, o trigo gaúcho já acumula valorização de 32%, enquanto o avanço frente ao mesmo período de 2025 é de 5%.

Trigo argentino segue sustentando mercado brasileiro

No cenário internacional, a Argentina — principal fornecedora de trigo ao Brasil e referência importante para a formação da paridade de importação — encerrou maio com preços estáveis em US$ 250 por tonelada.

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Mesmo sem variações no mês, o cereal argentino acumula alta de 11% em 2026 e avanço de 4% na comparação anual.

Para o analista, o comportamento do mercado externo mostra que o custo de reposição via Mercosul continua acima dos níveis observados no início do ano, fator que segue oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.

Além disso, a qualidade do trigo argentino permanece como variável estratégica para os moinhos nacionais, especialmente diante da necessidade de abastecimento com cereal panificável de melhor padrão.

Mercado de trigo segue atento à oferta e à qualidade do cereal

Com estoques internos mais ajustados e compradores priorizando lotes de melhor qualidade, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés firme no curto prazo.

A combinação entre oferta restrita, custos elevados de importação e necessidade de trigo de padrão superior para moagem segue limitando pressões baixistas, mesmo em um ambiente de comercialização ainda lenta no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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