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Comércio de Café no Brasil Deve Ser Lento Devido ao Feriado nos EUA

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Nesta quarta-feira, o mercado físico brasileiro de café deve registrar um dia de negociações lentas. O feriado de Juneteenth nos Estados Unidos fez com que a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) não operasse, afetando o referencial dos preços. Embora o dólar esteja em alta frente ao real, a ausência das operações nova-iorquinas sugere um dia de menor atividade.

Resumo do Dia Anterior

Na terça-feira (18), o mercado brasileiro de café enfrentou um dia de preços em queda. As cotações seguiram as perdas do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. Durante um período de baixas mais expressivas em NY, o mercado foi bastante pressionado e não conseguiu se recuperar, resultando em negócios travados. No segmento de conilon, a queda foi menor devido à demanda por parte dos exportadores.

Preços no Sul de Minas e Outros Mercados
  • No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou entre R$ 1.325,00 e R$ 1.330,00 por saca, uma queda em relação aos R$ 1.340,00 a R$ 1.345,00 anteriores.
  • No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.330,00 e R$ 1.335,00, comparado aos R$ 1.350,00 e R$ 1.355,00 do dia anterior.
  • Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7 com 20% de catação foi vendido entre R$ 1.170,00 e R$ 1.175,00 por saca, ligeiramente abaixo dos R$ 1.180,00 e R$ 1.185,00 anteriores.
  • Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 ficou entre R$ 1.195,00 e R$ 1.200,00 por saca, caindo em relação aos R$ 1.205,00 e R$ 1.210,00 anteriores, enquanto o conilon tipo 7/8 foi cotado entre R$ 1.190,00 e R$ 1.195,00, ante os R$ 1.200,00 a R$ 1.205,00 do dia anterior.
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Estoques Certificados e Câmbio

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures em 18 de junho de 2024 estavam em 824.416 sacas de 60 quilos, um aumento de 3.325 sacas em relação ao dia anterior.

O dólar comercial registra uma alta de 0,14%, cotado a R$ 5,4407. O Dollar Index, por sua vez, registra uma leve baixa de 0,09%, situando-se em 105,19 pontos.

Indicadores Financeiros Globais

As principais bolsas asiáticas fecharam mistas: Xangai caiu 0,40%, enquanto o Japão subiu 0,23%. Na Europa, as bolsas também operam de forma mista: Paris registra uma queda de 0,52%, Frankfurt cai 0,18%, e Londres sobe 0,18%.

O petróleo WTI para julho em Nova York está cotado a US$ 80,76 por barril, com uma ligeira alta de 0,06%.

Esta análise oferece uma visão abrangente do impacto do feriado nos EUA sobre o mercado de café no Brasil e as tendências observadas no dia anterior, destacando as variações de preços e as expectativas para o curto prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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