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Comercialização da soja avança no Brasil, enquanto mercado aguarda primeiros dados do USDA para safra 2025/26

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Embora o ritmo de negociação ainda esteja abaixo da média histórica e do mesmo período do ano passado, os números indicam uma recuperação importante em relação ao mês anterior. Paralelamente, o mercado internacional volta suas atenções para o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções para a safra 2025/26.

Soja brasileira ganha ritmo de comercialização

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, até o dia 9 de maio, 57% da safra brasileira de soja 2024/25 já havia sido comercializada. Esse percentual representa um avanço relevante frente aos 50,7% registrados no relatório anterior, de 8 de abril.

Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo dos 64,6% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, que é de 70,3%. Considerando a estimativa de produção em 172,45 milhões de toneladas, já foram negociadas cerca de 97,88 milhões de toneladas de soja no Brasil.

Venda antecipada da safra 2025/26 ainda é tímida

Em relação à próxima temporada (2025/26), a comercialização antecipada atinge 7,9% da produção projetada, o que corresponde a aproximadamente 14,35 milhões de toneladas, considerando uma safra estimada em 182,57 milhões de toneladas.

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Esse percentual ainda é inferior aos 9,9% registrados no mesmo período do ano passado e está distante da média dos últimos cinco anos, que é de 17,2%. No relatório anterior, publicado em abril, a comercialização antecipada era de apenas 3,7%, o que indica uma recuperação no ritmo das negociações.

Mercado aguarda relatório do USDA com primeiras estimativas para 2025/26

O USDA divulgará nesta segunda-feira, 12 de maio, às 13h (horário de Brasília), seu relatório mensal com os primeiros números oficiais para a safra de soja 2025/26 nos Estados Unidos. A expectativa do mercado é de um leve corte na produção norte-americana em relação à temporada anterior.

Segundo analistas consultados por agências internacionais, a produção norte-americana deverá ficar em torno de 4,325 bilhões de bushels, frente aos 4,366 bilhões estimados para 2024/25.

Previsão para estoques e produção global de soja

Em relação aos estoques de passagem nos Estados Unidos, a projeção para 2025/26 é de 351 milhões de bushels. Para a temporada atual (2024/25), o mercado espera uma leve revisão para baixo, passando dos 375 milhões de bushels estimados em abril para 370 milhões.

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No cenário global, a expectativa para os estoques finais de 2024/25 é de 122,6 milhões de toneladas, levemente acima dos 122,5 milhões apontados em abril. Já a primeira estimativa para 2025/26 deverá indicar estoques globais em 125,3 milhões de toneladas.

Estimativas para Brasil e Argentina também devem subir

O USDA também deve revisar para cima suas projeções para as safras sul-americanas. A estimativa para a produção de soja do Brasil em 2024/25 deverá subir de 169 milhões para 169,1 milhões de toneladas. Para a Argentina, a projeção deverá ser elevada de 49 milhões para 49,3 milhões de toneladas.

Esses ajustes refletem um cenário mais positivo para a oferta global de soja, ao mesmo tempo em que o mercado segue atento às condições climáticas e às movimentações de preços que influenciam diretamente a tomada de decisão dos produtores e compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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